junho 2009 – AS-PTA http://aspta.org.br Fri, 05 Feb 2021 13:07:05 +0000 pt-BR hourly 1 Agrocombustíveis: o Planeta suporta? http://aspta.org.br/2009/06/29/agrocombustiveis-o-planeta-suporta/ http://aspta.org.br/2009/06/29/agrocombustiveis-o-planeta-suporta/#respond Mon, 29 Jun 2009 12:56:38 +0000 http://aspta.org.br/?p=2538

]]>
http://aspta.org.br/2009/06/29/agrocombustiveis-o-planeta-suporta/feed/ 0
Sistema Produtivo de algodão Agroecológico gera renda e cidadania aos agricultores familiares da Borborema http://aspta.org.br/2009/06/19/sistema-produtivo-de-algodao-agroecologico-gera-renda-e-cidadania-aos-agricultores-familiares-da-borborema/ http://aspta.org.br/2009/06/19/sistema-produtivo-de-algodao-agroecologico-gera-renda-e-cidadania-aos-agricultores-familiares-da-borborema/#respond Fri, 19 Jun 2009 19:52:55 +0000 http://aspta.org.br/?p=2622 Durante muitos anos, o plantio do algodão foi uma das principais culturas geradoras de renda na região semiárida. Por ser uma planta que resiste a seca e se reproduz principalmente nos períodos do verão (estação seca), fez com que a produção fosse crescente em meados do Século XX. Porém, na década de 1980 com a chegada da praga do bicudo e da decadência dos mercados, o plantio de algodão na região reduziu drasticamente, levando muitos agricultores/as a abandonaram seus plantios.

Na Paraíba, o resgate da produção do algodão se deu a partir da observação e experimentação de agricultores familiares interessados em reintroduzir a cultura nos sistemas produtivos. A partir de pesquisas participativas e da iniciativa de Organizações Não governamentais, a exemplo da AS-PTA, Polo da Borborema e Arribaçã e instituições de pesquisa como a Embrapa Algodão, foi se estruturando uma rede de agricultores experimentadores do algodão agroecológico, na região da Borborema. Essa iniciativa estimulou também a criação da Rede Paraíba de Algodão Agroecológico que articula as outras regiões do Estado. Como parte das estratégias da Rede, os agricultores/as experimentadores/as tem se organizado para comercializar o algodão diretamente com as indústrias têxteis que tem como foco o trabalho com fibras orgânicas, conseguindo um preço mais compensador e de maior reconhecimento ao trabalho realizado.

A reintrodução do algodão agroecológico nos roçados da região do Polo da Borborema tem sido uma das formas de fortalecer a diversificação nos sistemas de produção familiar, possibilitando o aumento na renda e a garantia de colheita no período seco. A época do plantio é determinante para que a cultura do algodão se estabeleça. No caso da Borborema, os meses de Maio e Junho são os mais apropriados, pois as chuvas já diminuíram de intensidade e os solos ainda estão com um bom teor de umidade.

O manejo dos roçados com o algodão agroecológico tem como base a diversidade de culturas, para isso, é necessário que os agricultores/as adotem as práticas agroecológicas, como: a conservação do solo, o uso de adubação e de sementes orgânicas, aplicação de biofertilizantes enriquecido e caldas naturais, manejo ecológico de insetos, preparo do solo com tração animal, tratos culturais, capinas manual e capinas com bois de cultivadores, e colheita 100 % manual. Esse sistema de produção vem sendo aprimorado a cada ano, possibilitando o aumento na produção do algodão e das outras culturas do consórcio.

Os agricultores estimam que esse ano a colheita seja de aproximadamente 100 toneladas de algodão em rama, que serão comercializadas para as indústrias têxtil dos estados da Paraíba, Pernambuco e São Paulo. De acordo João Macêdo, Assessor Técnico da AS-PTA na Paraíba, o algodão plantado pelos agricultores do Polo da Borborema tem sido reconhecido internacionalmente. Certificado pelo Instituto Biodinâmico de São Paulo (IBD), o algodão agroecológico tem recebido os selos orgânicos Brasil (BR), Europa (EU) e o selo NOP (EUA), maior nível de qualidade do algodão. Devido, as certificações, muitos agricultores da região tem tido um acréscimo de até 20% no preço final, gerando conseqüentemente um aumento significativo em suas rendas.

Os mais de 50 agricultores que fazem parte do processo de plantio do algodão agroecológico são estimulados a participar de intercâmbios para a troca de experiências, reuniões de preparação para implantação das áreas de plantio, participação em seminários de âmbito Regional e Internacional, aprimorando os debates sobre a produção e comercialização. As experiências práticas contribuem para que os agricultores/as se sintam estimulados a produzir com qualidade e conseguir preços justos pela produção. Esse é um trabalho que vem dando certo e propiciado aos agricultores/as familiares do semiárido uma perspectiva de voltar a produzir o algodão em um novo modelo que permite a integração entre mercado e família, assim como, uma produção com base nos princípios da agroecologia.

]]>
http://aspta.org.br/2009/06/19/sistema-produtivo-de-algodao-agroecologico-gera-renda-e-cidadania-aos-agricultores-familiares-da-borborema/feed/ 0
Programa Uma Terra e Duas Águas Estabelece Parcerias na Paraíba http://aspta.org.br/2009/06/19/programa-uma-terra-e-duas-aguas-estabelece-parcerias-na-paraiba/ http://aspta.org.br/2009/06/19/programa-uma-terra-e-duas-aguas-estabelece-parcerias-na-paraiba/#respond Fri, 19 Jun 2009 19:52:20 +0000 http://aspta.org.br/?p=2397

Aproximadamente 40 pessoas, entre lideranças sindicais e agricultores, representante da Unidade Gestora Territorial AS-PTA e a Comissão Municipal de Recursos Hídricos do Sindicado dos Trabalhadores Rurais de Queimadas estiveram reunidas na última quinta-feira (11/06), para discutir o apoio da Prefeitura Municipal de Queimadas-PB na construção de 27 cisternas calçadão nas Comunidades Catolé I e II.

A reunião foi fruto da reivindicação das famílias das comunidades para que a Prefeitura Municipal apóie os agricultores com a escavação dos buracos onde serão construídas as cisternas. De acordo com Leda Alves, animadora do Programa Uma Terra e Duas Águas, a escavação dos buracos é a maior dificuldade enfrentada pelas famílias.

Um dos pontos importante dessa parceria é que as famílias beneficiadas com as cisternas terão uma grande economia. Se cada família fosse pagar pela hora de uso da retro-escavadeira, seriam pagos em média setenta reais a hora, um gasto excessivo para quem nem sempre pode contar com esse valor em mão, mas que necessita das cisternas para produção. Outro beneficio é a diminuição considerável do tempo de escavação, já que sem a máquina, o trabalho é de aproximadamente 15 dias e necessita pelo menos do trabalho de quatro pessoas. Com o uso da retro-escavadeira todo esse trabalho será realizado em uma hora.

No município de Queimadas, serão construídas 27 cisternas do tipo calçadão, e serão investidos aproximadamente 200 mil reais nas comunidades. A cisterna calçadão tem a capacidade de armazenar 56 mil litros de água para a produção de alimentos e pertence a um grupo de tecnologias sociais que fazem parte do Projeto Uma Terra e Duas Águas, da Articulação do Semiárido Brasileiro, juntamente com Governo Federal.

A idéia é que na região do Pólo da Borborema, se estabeleçam acordos com outras prefeituras para o uso de máquinas num apoio à construção de estratégias de convivência com o semiárido. O Pólo da Borborema e a AS-PTA acreditam que a só a construção de um projeto baseado na constituição de uma malha hídrica composta por inúmeras pequenas e médias obras possa promover a segurança hídrica das famílias do semiárido.

]]>
http://aspta.org.br/2009/06/19/programa-uma-terra-e-duas-aguas-estabelece-parcerias-na-paraiba/feed/ 0
Pedreiros do Pólo da Borborema Participam de Capacitação do Programa P1+2 http://aspta.org.br/2009/06/14/pedreiros-do-polo-da-borborema-participam-de-capacitacao-do-programa-p12/ http://aspta.org.br/2009/06/14/pedreiros-do-polo-da-borborema-participam-de-capacitacao-do-programa-p12/#respond Sun, 14 Jun 2009 14:11:50 +0000 http://aspta.org.br/?p=2541

“Nas pedras eu guardo água.

E na cisterna também.

Guardo água no barreiro.

Água vai e água vem.

Na barragem subterrânea,

muita planta também tem.”

(Poeta Euzébio Cavalcanti-Remígio)

 

A água é elemento essencial ao abastecimento humano, a atividade agrícola, e essencial para a manutenção dos sistemas vivos no planeta. Em algumas áreas, a água é encontrada em abundância, em outras, os fatores climáticos e humanos impedem que essa água seja acumulada de forma adequada a atender as necessidades dos animais, plantas e pessoas. Para amenizar possíveis impactos ocorridos pela falta d água, foi pensado o Programa Uma Terra e Duas.

O Programa Uma Terra e Duas Águas é um instrumento criado a partir da necessidade das famílias agricultoras de possuírem mais água para produção de alimento em suas propriedades. O programa é singular, assim como a sua nomenclatura, P1+2 – onde o algarismo “1”, sugere a terra que será utilizada no plantio e o “2”, os dois tipos de água, a água para beber e produção. Implantado no ano de 2007, através do esforço de entidades que compõem a Articulação do Semiárido Brasileiro, o Projeto Demonstrativo do Programa Uma Terra e Duas Águas, beneficiou famílias de toda Paraíba, através da construção de barragens, tanques de pedra e cisternas de 16 mil litros, para captação de água de chuva. Durante essa fase, foram contemplados 10 estados, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Na Paraíba, o Programa P1+2 é uma equação que tem dado certo, gerando segurança hídrica e alimentar para as famílias. Na fase atual – Projeto Piloto – à construção de novas tecnologias fazem parte do processo, entre elas a cisterna calçadão, que se diferencia pela forma de captação da água, realizada através de uma área cimentada e que pode armazenar 52 mil litros de água. Água destinada para produção de hortaliças e para a dessedentação de animais de pequeno porte.

Como parte das ações de implantação do Projeto na Paraíba, a AS-PTA, Unidade Gestora Territorial (UGT), da região do Pólo da Borborema, está realizando a I Oficina de capacitação de pedreiros, no período de 04 a 15 de Maio na Comunidade Catolé, município de Queimadas. Durante esse período, 14 pedreiros de diversos municípios vão aprender os conceitos de uma cisterna calçadão e todo o processo de construção.

Durante a capacitação os pedreiros colocam a mão na massa e aprendem passo a passo as etapas de construção da cisterna, visando o aperfeiçoamento. O primeiro passo é cavar o buraco, trabalho realizado pela contrapartida da família beneficiária. Com o buraco da cisterna já escavado, as placas de cimento são feitas em formas prémoldada, cada pedreiro aprende na prática como construir as placas que vão forrar a cisterna. Uma cisterna leva em média 28 dias para ser finalizada, desde a fase da escavação do buraco até a cobertura com a tampa e a construção da calçada. Mas de acordo com os pedreiros, a parte mais complicada da construção está na fundação, na escavação do buraco e na concretagem. O acabamento é mais rápido.

A capacitação está sendo ministrada pelo pedreiro pernambucano José Alves de Brito, morador do município de Afogados da Ingazeira. Para Seu José (53), mais do que o retorno financeiro que recebe em ministrar o curso, está à satisfação de ver as famílias realizadas com a sua segunda água.

A cisterna dessa vez irá beneficiar a família de dona Maria José Martins de Oliveira (37). Na propriedade já existe a cisterna de placas (16 mil litros), que a família utiliza para as atividades domésticas e consumo. Para dona Maria a nova cisterna calçadão é uma maravilha, pois assim, ela não vai precisar pegar mais água no Tanque que fica a 300 metros da sua casa, para dar de beber aos animais. Reforça ainda que a cisterna servirá para a produção de verduras e legumes, como o coentro e alface, alimentos para o consumo da família e dos pequenos animais do terreiro.

 

]]>
http://aspta.org.br/2009/06/14/pedreiros-do-polo-da-borborema-participam-de-capacitacao-do-programa-p12/feed/ 0
Agricultores do Polo da Borborema ocupam posto do INSS no município de Esperança-PB http://aspta.org.br/2009/06/10/agricultores-do-polo-da-borborema-ocupam-posto-do-inss-no-municipio-de-esperanca-pb/ http://aspta.org.br/2009/06/10/agricultores-do-polo-da-borborema-ocupam-posto-do-inss-no-municipio-de-esperanca-pb/#respond Wed, 10 Jun 2009 11:59:19 +0000 http://aspta.org.br/?p=2711  

 

OCUPAR – O Posto do INSS da cidade de Esperança, Brejo paraibano, foi à alternativa encontrada por cerca de 600 trabalhadores/as rurais de 15 municípios que compõem o Polo da Borborema (Alagoa Nova, Algodão de Jandaíra, Areial, Casserengue, Esperança, Lagoa Seca, Montadas, Massaranduba, Matinhas, Serra Redonda, São Sebastião de Lagoa de Roça, Solânea, Queimadas, Remigio e Arara), na última terça-feira (26), para reivindicar os seus direitos como segurados especiais.

A ocupação foi iniciada logo cedo, às 07h30min da manhã, horário que o Posto abre para atender os previdenciários. De acordo com os agricultores, a ocupação foi à forma encontrada para reivindicar por seus direitos que estão sendo negados.

Dentre os problemas enfrentados pelos trabalhadores rurais na Unidade do INSS da cidade de Esperança-PB, destacam-se os seguintes: não valorização das provas apresentadas pelos segurados.Segundo levantamento feito pelos próprios sindicatos, estima-se que 70% dos requerimentos são indeferidos; realização de entrevista com perguntas dirigidas com a finalidade de confundir os trabalhadores e ao final concluir que o entrevistado não tem a condição de segurado especial, inclusive, há casos em que fazem constar na entrevista informações não prestadas pelo segurado; o não reconhecimento a condição de segurado especial, mesmo quando a propriedade pertence ao próprio trabalhador, à escritura e ITRS em nome do próprio requerente ou cônjuge.

De acordo com o Coordenador do Polo da Borborema, Manoel Antonio de Oliveira, diversas vezes foi solicitado reuniões junto ao Chefe do Posto, o senhor Manoel Gomes de Souza, que por sua vez foram negadas, as reuniões tinham como objetivo discutir os problemas e restabelecer a parceria anunciada pelas Gerências executivas, tanto de João Pessoa, onde a referida agência é vinculada, como a de Campina grande, que abrange 7 municípios integrantes do Polo da Borborema.

Segundo o Ipea, a implantação da aposentadoria rural trouxe avanços significativos de proteção social aos idosos e inválidos do meio rural e particularmente, às mulheres rurais, que agora passam a receber por direito o benefício. Estima-se que aproximadamente dois milhões de famílias rurais sejam beneficiadas por esse programa em todo Brasil. Em estudos realizados no final da década de 1990, verificou-se a elevação significativa da renda domiciliar do público beneficiário. Por essas características, a aposentadoria rural se configura como uma política moderna, capaz de impactar na questão da pobreza rural.

Após o dia inteiro de reivindicações, os agricultores/as do Polo da Borborema, obtiveram êxito ao conseguirem uma reunião com a Gerente Executiva, Maria do Socorro Brito, se deslocou da capital, João Pessoa, para ouvir as reivindicações dos dirigentes dos Sindicatos. A reunião durou mais de uma hora, e foi finalizada com a promessa que as solicitações seriam avaliadas, os processos indeferidos seriam revisados por auditores da regional, a atual gerência do posto será trocada e os agricultores/as serão mais bem tratados. Com as solicitações ouvidas os agricultores/as esperam ansiosos pela resolução dos problemas do Posto.

]]>
http://aspta.org.br/2009/06/10/agricultores-do-polo-da-borborema-ocupam-posto-do-inss-no-municipio-de-esperanca-pb/feed/ 0
Campanha de Fortalecimento da Vida: Crianças na Agricultura Familiar http://aspta.org.br/2009/06/10/campanha-de-fortalecimento-da-vida-criancas-na-agricultura-familiar/ http://aspta.org.br/2009/06/10/campanha-de-fortalecimento-da-vida-criancas-na-agricultura-familiar/#respond Wed, 10 Jun 2009 11:56:54 +0000 http://aspta.org.br/?p=2803  

A infância é uma das fases na qual a criança mais aprende. É na infância que existe a interação entre os diversos elementos lúdicos, importante para o desenvolvimento dos sentidos, onde a imaginação é exercitada através das brincadeiras, dos jogos, da rima. Formas de a criança refletir e descobrir o mundo que a cerca.

Na região do Pólo da Borborema, as crianças são estimuladas a trabalhar a sua imaginação e criatividade. Através da Campanha de Fortalecimento da Vida, as crianças exercitam essas atividades de conhecimento dos caminhos da agricultura familiar, refletem e descobrem os desafios do dia a dia, e de viverem em comunidade.

A Campanha de Fortalecimento da Vida surgiu no ano de 2002, após a articulação do Pólo e da Actionaid para entender a realidade das crianças nas suas comunidades e na escola. Recebe esse nome, porque mobiliza de forma solidária todos na comunidade, jovens, crianças e adultos, que a partir do tema central – Fortalecimento da Vida na Agricultura Familiar – vem trabalhando questões sobre a água, sementes, cultivos ecológicos, criação animal e saúde e alimentação.

Todos os semestres são realizados 50 mutirões, divididos em várias atividades, envolvendo cerca de 2.600 crianças, um trabalho que contempla 110 comunidades em 13 municípios (Alagoa Nova, Arara, Areial, Casserengue, Esperança,Lagoa de Roça, Lagoa Seca,Massaranduba, Matinhas, Montadas, Remígio, Solânea e Queimadas. Nesse semestre o tema da Campanha é Agricultura Familiar Construindo Segurança Alimentar

As Oficinas de Teatro são parte preparatória das atividades realizadas nas comunidades e tem o objetivo valorizar as experiências e a realidade local. Discutir o papel do teatro como instrumento mobilizador e reflexivo na comunidade e aproximar as crianças de outras crianças, que aprendem o que é agricultura familiar, conhecem e se aprofundam nos elementos que a cercam, como o conhecimento dos animais, das plantas, dos alimentos produzidos em seus roçados. E aprendem sobre as manifestações culturais da comunidade.

Nesse mês de Maio, o sexto Mutirão foi realizado na Comunidade de Bom Sucesso, município de Solânea. As crianças da comunidade participaram de diversas atividades lúdicas que tinham como centro a discussão sobre Agricultura Familiar e a segurança alimentar das famílias agricultoras. Desenharam suas casas, escreveram sobre o seu dia a dia, compartilharam as experiências vividas na escola, assistiram à peça com fantoches, que contava a história da Família de Severino, e puderam saborear um almoço produzido com alimentos dos roçados da comunidade. Até o final do semestre serão realizados mais 44 mutirões, o próximo com data marcada para a quinta-feira, dia 07 de maio na Comunidade Goiana também no município de Solânea.
 
 

]]>
http://aspta.org.br/2009/06/10/campanha-de-fortalecimento-da-vida-criancas-na-agricultura-familiar/feed/ 0
About us http://aspta.org.br/2009/06/08/about-us/ http://aspta.org.br/2009/06/08/about-us/#respond Mon, 08 Jun 2009 16:43:58 +0000 http://aspta.org.br/?p=2633 AS-PTA stands for Family Farming and Agroecology, a Non- Governmental, Not-For-Profit organization that was created in 1983 with another name, Alternative Technology Project (PTA in Portuguese).

AS-PTA’s mission is to foster the transformation of the Brazilian agriculture into a new development model based on family farmers and on the use of the agroecological approach to agricultural production.

AS-PTA’s strategy is based on the development of agroecological production systems in family farmers’ communities. These pilot experiments have the role of demonstrating to farmers’ organizations and the public at large the economic, social and environmental viability of the agroecological production model. Such experiments have, otherwise, another role, to give inputs for the formulation of development policies that will permit the mainstreaming of the agroecological development model.

The three local development pilot programs are located in the northeastern state of Paraíba, the southern states of Paraná and Santa Catarina and the city of Rio de Janeiro (an urban agriculture program). The first involves 3000 and the second 1000 farmers whereas the third program involves 300 urban duelers.

These pilot programs also serve as testing ground for the creation of a development approach and of development methodologies that permits small technical supporting teams to foster agroecology innovation and adoption on a large scale.

AS-PTA’s strategy seeks to empower family farmers’ organizations from local to national level in order to make them the advocates of the policies necessary to bring the agroecology alternatives to all farmers.

AS-PTA created and is the executive coordinator of the National Agroecological Network (ANA in Portuguese), organizing more then 500 farmers and supporting organizations from all over Brazil.

ANA’s and AS-PTA’s headquarters are located in Rio de Janeiro, on the southeastern region.

]]>
http://aspta.org.br/2009/06/08/about-us/feed/ 0
Oficina de Sistematização Conta História de Mulheres Vitoriosas http://aspta.org.br/2009/06/05/oficina-de-sistematizacao-conta-historia-de-mulheres-vitoriosas/ http://aspta.org.br/2009/06/05/oficina-de-sistematizacao-conta-historia-de-mulheres-vitoriosas/#respond Fri, 05 Jun 2009 09:09:38 +0000 http://aspta.org.br/?p=2712

Nos dias 18,19 e 20 de Abril, foi realizada no Centro Marista de Educação, no município de Lagoa Seca, Paraíba, a II Oficina Estadual de Sistematizações do Programa Uma Terra e Duas Águas, que contou com a participação de aproximadamente 20 participantes das diversas regiões do Estado.

Nessa edição, a oficina de sistematização teve como foco central reflexão sobre o papel da mulher na construção da agroecologia. O exercício que começou com a construção da problemática das relações sociais de gênero dentro da Agricultura Familiar, teve como resultado a sistematização de três histórias. A sistematização se revelou um forte instrumento para o aprofundamento das histórias de vida e das lições que as três mulheres podem dar para a superação das relações desiguais.

As experiências escolhidas foram de regiões diferentes do Agreste e do Cariri paraibano. A primeira, contou a história de vida da jovem Marília de apenas 16 anos, que desponta como uma liderança comunitária. Marília conta que apesar das dificuldades de participação por ser uma jovem mulher, foram seus pais que desde pequena a influenciou. A segunda experiência trata-se da vida de Angineide, uma mulher lutadora que mesmo tendo que cuidar de seus cinco filhos sozinha, possui um trabalho ativo na comunidade e como tesoureira do STR de Queimadas. Conta que descobriu um mundo novo ao passar a participar de encontros e intercâmbios. E por fim, a história de Maria e Raquel, duas irmãs que cuidam da propriedade e do conhecimento centenário sobre a fabricação queijos e doces de leite de cabra. Sem medo e mesmo em meio a dificuldades, são mulheres de fibra.

Para Roselita Vitor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Remígio e membro da Coordenação do Pólo da Borborema, a participação das mulheres nos Encontros, nos espaços de formação tem fortalecido as dinâmicas sociais, trazendo a tona o compartilhamento do conhecimento e o resgate da autoestima das agricultoras, potencializando as experiências da agricultura familiar, influenciando na autonomia e favorecido o trabalho dos diversos grupos de mulheres dentro da sociedade.

Para Glória Batista, da Organização PATAC, o que se precisa é aprimorar as abordagens metodológicas dentro dos programas de formação das diversas Organizações que desenvolvem os trabalhos no campo da agroecologia e da agricultura familiar no estado. Fazer com que as mulheres se sintam provocadas a contribuírem no processo de uma agricultura familiar sem divisões do que é papel do homem ou papel da mulher.

Os boletins produzidos a partir das experiências sistematizadas serão impressos e distribuídos durante os processos de formação desencadeados pelas instituições que compõem a ASA Paraíba.

A idéia de se fazer uma oficina com um recorte temático foi extremamente positiva. Pode-se discutir na teoria e aprender na prática, caminhos para a inclusão das mulheres nas dinâmicas da ASA Paraíba. Sem dúvida, essa oficina será um ponto de partida para desencadear um processo de sistematização de experiências de mulheres como preparação para a qualificação das agricultoras no Encontro Paraibano de Agroecologia e no Encontro Nacional da ASA Brasil.

 

]]>
http://aspta.org.br/2009/06/05/oficina-de-sistematizacao-conta-historia-de-mulheres-vitoriosas/feed/ 0