março 2012 – AS-PTA http://aspta.org.br Fri, 05 Feb 2021 13:07:05 +0000 pt-BR hourly 1 Parcerias entre organizações beneficiam agricultores familiares da região Centro-sul do Paraná http://aspta.org.br/2012/03/21/parcerias-entre-organizacoes-beneficiam-agricultores-familiares-da-regiao-centro-sul-do-parana/ http://aspta.org.br/2012/03/21/parcerias-entre-organizacoes-beneficiam-agricultores-familiares-da-regiao-centro-sul-do-parana/#respond Wed, 21 Mar 2012 13:06:08 +0000 http://aspta.org.br/?p=5156 Leia mais]]>
Plantio do campo de multiplicação de batata na comunidade da Invernada, em Rio Azul (PR)

A AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia, junto aos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais de Palmeira, de São João do Triunfo, de São Mateus do Sul e de Rio Azul, vem desde 2009, mantendo uma parceria com a Embrapa de Canoinhas-SC em um trabalho de produção e multiplicação de sementes de batata e hortaliças como inhame, cará-moela, vinagreira, batata doce, taioba, araruta, mangarito, ora-pro-nobis e outras. A produção e multiplicação dessas sementes são realizadas pelas famílias agricultoras da região.

Para a montagem destes campos de avaliação e multiplicação, conta-se com a doação de mudas pela Embrapa. Desde o início do projeto já foram montados mais de 20 campos demonstrativos na região. Neste ano, serão montados mais três campos demonstrativos de batata: dois em Palmeira e um em São João do Triunfo, onde serão realizados dias de campo com as famílias e parceiros do programa.

Dia de campo realizado na comunidade de Guaiaca dos Pretos, em São João do Triunfo (PR)

Outro ponto fundamental dessa parceria são os dias de campo, momentos únicos para a troca de experiências, circulação de informações e o aprofundamento dos sistemas de produção da batata já desenvolvidos pelas famílias agricultoras.

Desde o início da parceria, já foram beneficiadas mais de 600 famílias agricultoras que puderam adquirir mudas de batata de boa qualidade e desenvolvidas principalmente para a agricultura familiar agroecológica.

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Dia da Agricultura é lembrado na Paraíba com mobilização por mais segurança no campo http://aspta.org.br/2012/03/20/dia-da-agricultura-e-lembrado-na-paraiba-com-mobilizacao-por-mais-seguranca-no-campo/ http://aspta.org.br/2012/03/20/dia-da-agricultura-e-lembrado-na-paraiba-com-mobilizacao-por-mais-seguranca-no-campo/#respond Tue, 20 Mar 2012 20:16:08 +0000 http://aspta.org.br/?p=5145 Leia mais]]> Este 20 de março, em que é comemorado o dia da Agricultura, foi um dia de luta para as entidades de trabalhadores rurais ligadas ao Fórum das Organizações da Sociedade Civil em Defesa da Agricultura Familiar e da Reforma Agrária na Paraíba. Elas realizaram, durante toda a manhã, uma mobilização que fechou rodovias em diversos pontos do estado, para denunciar os índices alarmantes de violência no campo e exigir do poder público providências.

No trevo da BR 104, que liga os municípios de Lagoa Seca, Alagoa Nova e Esperança cerca de 600 agricultores ligados ao Polo da Borborema, com a assessoria da AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia, interditaram a passagem de veículos com carro de som, bandeiras, faixas e cartazes manifestando sua indignação com o aumento crescente da violência no campo. Os municípios de Queimadas e Juazeirinho também paralisaram as rodovias que cortam estas cidades.

Foram distribuídos ainda panfletos aos motoristas explicando o objetivo da mobilização e chamando a atenção da sociedade para o problema que está expulsando as famílias do campo e comprometendo a agricultura familiar. “Temos que pensar que sem a agricultura as cidades não seriam abastecidas, pois nesse asfalto não nasce batata, não nasce feijão, queremos o direito de permanecer no campo com segurança”, disse Roselita Vitor, do Polo da Borborema, que integra o Fórum em Defesa da Agricultura Familiar e da Reforma Agrária.

Os manifestantes exigiram a presença das autoridades da Segurança Pública Estadual para liberar o tráfego. O comandante do 10º Batalhão de Polícia Militar (10º BPM), coronel José Ronaldo, responsável pela segurança de Campina Grande e mais de 36 municípios, esteve no local representando o Secretário de Estado da Segurança e Defesa Social, Cláudio Lima. Ele recebeu uma pauta de reivindicações do Fórum e se comprometeu a, nos próximos dias, agendar uma reunião entre uma comissão do Fórum e o Secretário para estudar como atender à pauta entregue pelos manifestantes. Entre as reivindicações estão a implantação de um policiamento rural efetivo, aumento do contingente nas cidades onde se registra o maior número de ocorrências no campo, um serviço de inteligência capacitado para atuar na zona rural, criação de uma delegacia especializada em crimes cometidos no campo e outras.

“Conseguimos externar a revolta dos agricultores e agricultoras da região, que compareceram em grande número à mobilização e com isso abrimos esse diálogo com o governo”, avaliou Nelson Anacleto, do Polo da Borborema. Ainda segundo Nelson, caso as medidas e a audiência prometida não sejam cumpridas, haverá novas mobilizações.

O Fórum das Organizações da Sociedade Civil em Defesa da Agricultura Familiar e da Reforma Agrária na Paraíba tem como objetivo articular as várias experiências e lutas pelo fortalecimento da agricultura familiar camponesa e pela reforma agrária no estado, no sentido de unificar o que é comum a todas as entidades que atuam no campo. Participam do fórum organizações como Polo da Borborema, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Federação dos Trabalhadores na Agricultura (FETAG), Articulação do Semiárido Paraibano (ASA Paraíba), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Sindicato dos Trabalhadores em Extensão Rural (SINTER), Arribaçã, entre outras.

Leia o panfleto

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Dia da Agricultura: Agricultores fazem mobilização nesta terça-feira (20) na PB por mais segurança no campo http://aspta.org.br/2012/03/19/dia-da-agricultura-agricultores-fazem-mobilizacao-nesta-terca-feira-20-na-pb-por-mais-seguranca-no-campo/ http://aspta.org.br/2012/03/19/dia-da-agricultura-agricultores-fazem-mobilizacao-nesta-terca-feira-20-na-pb-por-mais-seguranca-no-campo/#respond Mon, 19 Mar 2012 18:52:15 +0000 http://aspta.org.br/?p=5129 Leia mais]]> No dia em que se comemora o dia da Agricultura, nesta terça-feira, 20 de março, entidades de trabalhadores rurais ligadas ao Fórum das Organizações da Sociedade Civil em Defesa da Agricultura Familiar e da Reforma Agrária na Paraíba vão realizar a partir das 8h, em diversos pontos do estado um dia de mobilização para exigir do poder público mais segurança no campo. Nas proximidades dos municípios de Lagoa Seca, Queimadas, Juazeirinho e Sousa, os manifestantes irão distribuir panfletos denunciando as mortes, assaltos, roubos e outros tipos de violência que vem acontecendo na zona rural nos últimos meses. Também vão expor faixas e cartazes para chamar a atenção dos motoristas que passam pelas estradas que cortam estas cidades.

De acordo com Nelson Anacleto, da coordenação do Polo da Borborema, uma das organizações que compõem o Fórum, o objetivo é chamar a atenção da sociedade para o problema da insegurança na zona rural e exigir do poder público providências: “vamos entregar ao governo uma pauta de reivindicações que trata de vários pontos, medidas para prevenir e combater a violência que vem tirando o sossego das famílias agricultoras”, explica a liderança. A mobilização em Lagoa Seca vai acontecer próximo ao triângulo da saída para os municípios de Esperança e Alagoa Nova e no local são esperadas cerca de 600 pessoas.

O Fórum das Organizações da Sociedade Civil em Defesa da Agricultura Familiar e da Reforma Agrária na Paraíba é uma articulação que surgiu no início do ano passado e foi formalizada em julho de 2011. Seu objetivo é articular as várias experiências e lutas pelo fortalecimento da agricultura familiar camponesa e pela reforma agrária no estado, no sentido de unificar o que é comum a todas as entidades que atuam no campo.

Participam do fórum organizações como Polo da Borborema, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Federação dos Trabalhadores na Agricultura (FETAG), Articulação do Semiárido Paraibano (ASA Paraíba), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Sindicato dos Trabalhadores em Extensão Rural (SINTER), Associação Arribaça, entre outras.

Informações:
Nelson Anacleto 83 9612-4632/ 9925-8194
José Wellington Barbosa 83 8670-3515

Leia o panfleto

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Indignação dos Guardiões das Sementes http://aspta.org.br/2012/03/17/indignacao-dos-guardioes-das-sementes/ http://aspta.org.br/2012/03/17/indignacao-dos-guardioes-das-sementes/#respond Sat, 17 Mar 2012 14:44:38 +0000 http://aspta.org.br/?p=5118 Leia mais]]> (Joaquim Pedro de Santana)

Jesus mestre salvador
Lá do céu está vendo
O que é que estão fazendo
Com o povo agricultor
É tirar o nosso valor
Mandar sementes pra gente
Com veneno é indecente
Deus não vai dar o perdão
É a indignação dos guardiões da semente

De apoio precisamos
Federal ou do Estado
Mas devemos ser consultados
Para saber o que plantamos
Por que nós não aceitamos
Virem com veneno pra gente
Saber que é indecente
Para nossa plantação
Esta é a indignação dos guardiões das sementes

Temos 38 espécies
230 variedades
Todas de boa qualidade
Que o povo todo conhece
Não sei o que acontece
Programas mandar pra gente
Só quatro achamos indecente
Fazemos revolução
É a indignação dos guardiões da semente

Nós sabemos que se plantar
As nossas variedades
Teremos com qualidade
Segurança alimentar
Também nós vamos zelar
O nosso meio ambiente
É bastante diferente
Desta outra plantação
É a indignação dos guardiões da semente

Nossos avós e nossos pais
Nos ensinaram a plantar
E também armazenar
Com produto naturais
Pimenta do reino é capaz
Para o trabalho da gente
Casca de laranja é excelente
Para a boa germinação
Está é a indignação dos guardiões da semente

Pedimos para não plantar
Pois temos diversidade
Mas se houver necessidade
De perto dela passar
Máscara e luva vamos usar
Para proteger a gente
Pois veneno é indecente
O mesmo é coisa do cão
Essa é a indignação dos guardiões da semente

Nos também temos clareza
Que o problema é financeiro
E com nosso dinheiro
Enricar mais as empresas
Veneno na nossa mesa
Com dinheiro da gente
Se chegar na minha frente
Digo ao chefe da Nação
Está é a indignação dos guardiões da sementes

No banco a semente está
Para a nossa autonomia
Pra quando chegar o dia
De o agricultor plantar
É só ele ir lá buscar
Voltar feliz e contente
Porque tem em sua frente
As sementes da paixão
Essa é a libertação dos guardiões da semente

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Rio+20: "Nós precisamos convencer a sociedade civil…" http://aspta.org.br/2012/03/16/rio20-nos-precisamos-convencer-a-sociedade-civil/ http://aspta.org.br/2012/03/16/rio20-nos-precisamos-convencer-a-sociedade-civil/#respond Fri, 16 Mar 2012 20:18:00 +0000 http://aspta.org.br/?p=5114 Leia mais]]> Vinte anos depois do Rio de Janeiro ter sediado a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano, o olhar do mundo retorna ao Brasil para a Conferência Rio+20, que será realizada em junho deste ano. A realização dessa reunião poderá trazer implicações significativas para o futuro da agricultura familiar.

Leia a entrevista de Jean Marc von der Weid para a Agricultures Network sobre a realização do evento.

 

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Agricultores do Polo da Borborema se recusam a receber sementes do governo na Paraíba http://aspta.org.br/2012/03/16/agricultores-do-polo-da-borborema-se-recusam-a-receber-sementes-do-governo-na-paraiba/ http://aspta.org.br/2012/03/16/agricultores-do-polo-da-borborema-se-recusam-a-receber-sementes-do-governo-na-paraiba/#respond Fri, 16 Mar 2012 13:41:00 +0000 http://aspta.org.br/?p=5095 Leia mais]]> No dia 14 de março, ocorreu o lançamento do Programa Governamental de Sementes no estado da Paraíba, no Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), em Solânea. O evento promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Governo paraibano marcou a distribuição de sementes pelo Programa Brasil Sem Miséria, que prevê a distribuição em 13 municípios do estado.

Várias famílias agricultoras guardiãs das sementes da paixão estiveram presentes e levantaram o debate sobre os principais problemas que envolvem o programa, apontando todo o trabalho de organização das famílias em Bancos de Sementes Comunitários e por que elas não querem as sementes distribuídas pelo governo.

“A distribuição em larga escala de algumas poucas variedades de semente não adaptadas às condições ambientais e socioculturais das diferentes regiões repete o erro histórico dos programas públicos que em nada contribuíram para promover autonomia das famílias agricultoras. Além disso, seu caráter assistencialista e distributivista desvaloriza e desmobiliza as estratégias de autogestão comunitária de sementes aumentando a vulnerabilidade e gerando mais dependência dos agricultores em relação aos insumos vindos de fora”, afirma o documento lançado pela Articulação no Semiárido Paraibano (ASA), Polo da Borborema e AS-PTA.

Os agricultores lutam pelo direito de continuar melhorando, pesquisando e conservando gratuitamente suas sementes nativas. As famílias montaram no evento um altar com a diversidade de sementes da paixão, sistematizações e mapas. No outro lado, mais sacos com  sementes do governo e uma grande faixa: Cuidado – Sementes tratadas com venenos. Os trabalhadores colocaram luvas para, simbolicamente, denunciar o veneno das sementes que seriam distribuídas.  Mas a mobilização fez com que as sementes retornassem para o escritório da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), ao invés de serem levadas para o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR). Será realizada, também, uma reunião para a construção da Política de Sementes crioulas com os órgãos do governo.

Essa inquietação dos agricultores é também expressa na Carta Política do II Encontro de Sementes do Semiárido Brasileiro, em julho de 2011, em Alagoas. O documento destaca a importância das sementes produzidas pelos próprios agricultores para a convivência com o semiárido e a segurança alimentar e nutricional da população. Eles denunciam a histórica dominação das elites latifundiárias sobre a água e sementes da região, e defendem seus métodos de resgatar e disseminar as sementes crioulas como resistência, autonomia, liberdade e riqueza para a agricultura familiar camponesa. Eles reivindicam, principalmente, recursos públicos para que estes trabalhos participativos sejam multiplicados.

Organizações da Paraíba publicaram um folheto, Programas de Distribuição de Sementes – um rótulo novo numa garrafa velha, que está sendo distribuído na Paraíba alertando os agricultores da importância do patrimônio genético manejado e conservado por eles. O fortalecimento dessas práticas auto-organizativas é essencial para a superação das condições de pobreza em que se encontra parcela expressiva das agricultoras (es) do semiárido, afirma o documento.

“É contraditório e inadmissível que as políticas de sementes associadas aos Programas Brasil Sem Miséria, Garantia Safra e ao Programa de Sementes do Governo do Estado da Paraíba tratem de forma marginal e secundária a estas dimensões”, destaca o panfleto.

A carta política do II Encontro de Sementes do Semiárido destaca: “Reivindicamos que o Programa Brasil Sem Miséria trabalhe prioritariamente com sementes crioulas, construindo as condições para que, num futuro próximo, o programa trabalhe exclusivamente com essas sementes. Nossos campos e bancos de sementes são capazes de produzir sementes crioulas de qualidade para apoiar o programa.”

Os movimentos na Paraíba reivindicam no panfleto uma avaliação urgente no atual formato de distribuição de sementes e se colocam à disposição para contribuir na formulação de um Programa de Sementes que atenda às necessidades da Agricultura Familiar, de modo a criar condições sustentáveis de superação da pobreza extrema na região. Serão distribuídos 3 mil panfletos de repúdio ao Programa Governamental de distribuição de Sementes no Estado da Paraíba, 12 painéis serão produzidos com o informe de utilização de venenos no tratamento das sementes e os agricultores vão participar das discussões municipais, além da sistematizarem casos dos agricultores que se negaram a receber as sementes do governo.

Leia o Panfleto
Leia a Carta Política do II Encontro de Sementes do Semiárido Brasileiro

Fonte: Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) – www.agroecologia.org.br

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III Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia de Esperança-PB denuncia violência pelas ruas da cidade http://aspta.org.br/2012/03/09/iii-marcha-pela-vida-das-mulheres-e-pela-agroecologia-de-esperanca-pb-denuncia-violencia-pelas-ruas-da-cidade/ http://aspta.org.br/2012/03/09/iii-marcha-pela-vida-das-mulheres-e-pela-agroecologia-de-esperanca-pb-denuncia-violencia-pelas-ruas-da-cidade/#respond Fri, 09 Mar 2012 19:48:29 +0000 http://aspta.org.br/?p=5069 Leia mais]]> A cidade de Esperança, no agreste da Paraíba, parou neste 08 de março, Dia Internacional da Mulher, para assistir a III Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia, realizada na manhã de hoje pelas agricultoras ligadas aos sindicatos e organizações que compõem o Polo da Borborema. A marcha reuniu mais de 1500 mulheres da região.

 

A concentração ocorreu em frente ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Esperança, no centro da cidade. Antes de sair em marcha, as mulheres assistiram ao espetáculo “A vida de Margarida – parte II”, encenado pelos atores e atrizes do Grupo de Teatro do Polo da Borborema. A peça mostrou em sua primeira parte, as situações de violência vividas por Margarida dentro da sua própria família, encenada na segunda edição da Marcha em 2011. Desta vez, a personagem Margarida enfrenta as discriminações que ainda estão presentes nas várias instituições da sociedade como a igreja, sindicato, associação.

Anailde Pereira, do Sítio Veloso, no município de Casserengue, deu seu depoimento no palco montado na concentração da marcha: “Fui vítima de violência, eu e meus filhos convivemos sete anos com um homem violento, que me ameaçava de morte e quebrava as coisas dentro de casa, até que eu não aguentei mais e tive forças para sair e me separei dele”, contou. Anailde também falou sobre a importância de momentos como o da Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia: “A marcha é uma forma da gente se expressar, da gente se unir, quantas mulheres aqui já não passaram pelo que eu passei?”.

Um momento marcante durante o percurso foi o ato público em memória das 25 mulheres assassinadas na Paraíba só neste ano. 25 cruzes brancas, contendo os nomes de cada uma das vítimas, simbolizaram a indignação diante dos índices crescentes de violência contra a mulher. Uma homenagem especial foi feita a artesã da cidade de Esperança que produzia bonecas, conhecida como “Menininha”, brutalmente assassinada pelo marido em 2002. O momento foi encerrado com um grande “apitaço”, como forma de denunciar e exigir novas posturas diante da violência e políticas públicas que protejam a vida das mulheres e valorizem a sua contribuição na construção da agricultura familiar de base agroecológica.

A marcha seguiu pelas ruas centrais da cidade com cânticos, aplausos e palavras de ordem. Segurando bandeiras, estandartes e faixas, as trabalhadoras rurais distribuíram panfletos e dialogaram com a população sobre o significado de marchar em um dia de luta como deve ser o 08 de março. Maria do Céu Silva, do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Solânea, fez uma avaliação positiva da marcha em 2012: “tenho certeza de que todas as mulheres vão voltar pra casa se sentindo com mais forças pra lutar pelos nossos direitos, a continuar a marcha pelos nossos sindicatos, pelas nossas associações, a ideia da marcha é justamente essa”, disse.

Ao final do evento as participantes puderam visitar uma feira montada na Praça da Cultura com a exposição dos produtos do trabalho das mulheres da região. Também houve a apresentação musical das “Três Ceguinhas de Campina Grande”, que com seus ganzás, animaram os momentos finais da marcha. No ato de encerramento, as agricultoras de todas as caravanas selaram compromisso de voltarem para suas cidades com esperanças e energias renovadas para construírem seus caminhos de superação das desigualdades entre homens e mulheres.

A Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia é organizada pelo Polo Sindical e das Organizações da Agricultura Familiar da Borborema – um fórum de sindicatos e organizações da agricultura familiar que articula 15 municípios e mais de 5 mil famílias do Agreste da Borborema com a assessoria da AS-PTA Agroecologia e Agricultura Familiar.

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Fotos: III Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia http://aspta.org.br/2012/03/08/fotos-iii-marcha-pela-vida-das-mulheres-e-pela-agroecologia/ http://aspta.org.br/2012/03/08/fotos-iii-marcha-pela-vida-das-mulheres-e-pela-agroecologia/#respond Thu, 08 Mar 2012 17:51:14 +0000 http://aspta.org.br/?p=5288 Created with flickr slideshow.

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III Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia na TV da Paraíba http://aspta.org.br/2012/03/08/iii-marcha-pela-vida-das-mulheres-e-pela-agroecologia-na-tv-da-paraiba/ http://aspta.org.br/2012/03/08/iii-marcha-pela-vida-das-mulheres-e-pela-agroecologia-na-tv-da-paraiba/#respond Thu, 08 Mar 2012 00:27:22 +0000 http://aspta.org.br/?p=6698 Cobertura da III Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia realizada no dia 08 de março em Esperança na TV da Paraíba.

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Município de Esperança-PB sediará III Marcha Pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia http://aspta.org.br/2012/03/06/municipio-de-esperanca-pb-sediara-iii-marcha-pela-vida-das-mulheres-e-pela-agroecologia/ http://aspta.org.br/2012/03/06/municipio-de-esperanca-pb-sediara-iii-marcha-pela-vida-das-mulheres-e-pela-agroecologia/#respond Tue, 06 Mar 2012 00:31:49 +0000 http://aspta.org.br/?p=5057 Leia mais]]> No dia em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, mais de 1500 agricultoras da região da Borborema se encontrarão no município de Esperança para denunciar as desigualdades sociais e a violência contra mulher, mas também marcharão pela luta por direitos e por relações mais justas na agricultura familiar. Será realizada no dia 8 de março, a III Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia.

A marcha é organizada pelo Polo Sindical e das Organizações da Agricultura Familiar da Borborema – um fórum de sindicatos e organizações da agricultura familiar que articula 15 municípios e mais de cinco mil famílias do Agreste da Borborema com a assessoria da AS-PTA Agroecologia e Agricultura Familiar.

O ato terá início às 9h, em frente à sede do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Esperança, à praça Getúlio Vargas com a apresentação da peça “A vida de Margarida – parte II”, encenada pelo Grupo de Teatro do Polo da Borborema. Dessa vez, Margarida sentirá a perpetuação das relações patriarcais em várias instituições da sociedade.

II Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia, Queimadas-PB

Após a peça, as agricultoras sairão em marcha até a praça da Cultura onde se realizará uma grande feira de exposição de experiências e produtos frutos do trabalho das mulheres. A feira, aberta ao público, será um espaço de visibilidade da contribuição técnica, social, econômica e política das agricultoras.

A primeira edição regional da Marcha aconteceu em 2010 em Remígio e contou com a participação de 900 mulheres de 15 municípios. No ano seguinte, em 2011, foi realizada a II Marcha no município de Queimadas. Essa edição, contou com a participação de 1.800 mulheres da região do Polo e algumas caravanas de várias regiões que compõem a Articulação do Semi-árido Paraibano (ASA Paraíba) e o Coletivo Estadual de Mulheres do Campo e da Cidade.

Em todos os anos, a marcha marca o encerramento de uma série de eventos municipais em que se faz uma leitura crítica dasmanifestações das desigualdades e a persistência história da cultura patriarcal, assim como, busca valorizar as estratégias de superação desse quadro. Esse trabalho é construído dentro da rede de agricultoras-experimentadoras do Polo e a partir da suas práticas. Esses eventos também são momentos de afirmação do protagonismo das mulheres na construção do projeto agroecológico para região.

 

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