abril 2014 – AS-PTA http://aspta.org.br Fri, 05 Feb 2021 13:07:05 +0000 pt-BR hourly 1 Eleição da Fetag-PB é marcada para o dia 29 de maio http://aspta.org.br/2014/04/26/eleicao-da-fetag-pb-e-marcada-para-o-dia-29-de-maio/ http://aspta.org.br/2014/04/26/eleicao-da-fetag-pb-e-marcada-para-o-dia-29-de-maio/#respond Sat, 26 Apr 2014 20:23:58 +0000 http://aspta.org.br/?p=8790 boletim IEleição da entidade havia sido suspensa pelo MPT por denúncias de irregularidades no processo eleitoral

A eleição para renovação da diretoria da Federação dos Trabalhadores na Agricultura da Paraíba (Fetag-PB) será realizada dia 29 de maio. A decisão foi tomada após uma negociação entre as duas chapas concorrentes, ocorrida no dia 14 de abril com o Ministério Público do Trabalho, a nova data da eleição foi marcada para 29 de maio.

A suspensão é fruto de uma liminar concedida pelo juiz titular da 7ª Vara do Trabalho, Normando Salomão Leitão, em virtude da ação movida pelos representantes da Chapa 2 “Por uma Fetag para todos – Fortalecendo os Sindicatos”, encabeçada pelo sindicalista Nelson Anacleto, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Seca-PB. Os representantes da Chapa 2 denunciaram uma série de irregularidades no processo eleitoral que comprometeriam a lisura e disputa equilibrada. O alvo das denúncias é a Chapa 1, encabeçada pelo atual presidente da Fetag-PB, Liberalino Ferreira Lucena, que concorre a reeleição, pela sétima vez.

De acordo com os advogados da chapa 2, Jonathan Oliveira de Pontes e Antônio Barbosa Filho, os documentos demonstram mais de dez irregularidades envolvendo a Chapa 1. “A chapa 2 não produziu nenhum documento que compõe a denúncia. Todos eles foram fornecidos pela própria Fetag. Encontramos irregularidades como a ausência de uma comissão eleitoral, descumprimento do estatuto da entidade, inelegibilidade do atual presidente, ausência de quitação de candidatos da Chapa 1 com o seus sindicatos de origem, pessoas já falecidas tidas como votantes, uso indevido de veículos, compra de votos, etc., apenas para citar os erros mais graves”, afirmou Jonathan Oliveira de Pontes.

Outra irregularidade do processo eleitoral são as certidões de quitação das obrigações sindicais junto a federação, que foram escritas de próprio punho pela funcionária e filha do atual presidente da entidade Joelma da Costa Lucena.

De acordo com o próprio livro caixa da Fetag, os sindicatos de Barra de São Miguel e Areia, por exemplo, quitaram as suas contribuições junto a Federação e o valor desapareceu, caracterizando apropriação indébita, crime previsto no artigo 168 do Código Penal Brasileiro.

A Chapa 2 reclamava ainda que a lista dos 609 delegados aptos a votar no pleito somente foi divulgada 24 horas antes da eleição que seria em 27 de maio, maculando o processo eleitoral. A eleição da Fetag permaneceu suspensa, até que as duas chapas entraram em acordo com a instauração de um novo processo eleitoral, que corrigisse as distorções do atual processo, até então dirigido por funcionários da Fetag-PB e por pessoas da confiança do atual presidente.

Novo processo eleitoral

Segundo o acordo firmado entre a Chapa 1 e a Chapa 2, estão garantidas as inscrições das duas chapas, porém, uma nova comissão foi formada para gerenciar todo o processo eleitoral, garantindo recursos, veículos e estrutura da entidade á serviço das duas chapas, de forma igualitária. A comissão tem participação de dois representantes indicados por cada uma das duas chapas e ainda um representante do Ministério Público do Trabalho. De acordo com os representantes da Chapa 2, a decisão garante a isonomia do processo e equilibra a disputa.

Outra conquista é a nova comissão que vai referendar os sindicatos habilitados a votar, bem como corrigir as distorções originais do processo e tornar a eleição mais limpa. “Nós da chapa 2 acreditamos na consciência e responsabilidade dos dirigentes sindicais do estado, mas não abrimos mão de toda regularidade no processo, confiando na justiça e no voto livre e secreto de todos que querem o bem para os trabalhadores rurais da Paraíba”, afirmou Nelson Anacleto, candidato da Chapa 2.

 

 

 

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Agricultores e Agricultoras da Borborema investem na produção de forragem e batem o recorde de armazenamento em 2013 http://aspta.org.br/2014/04/16/agricultores-e-agricultoras-da-borborema-investem-no-armazenamento-de-forragem-e-batem-o-recorde-de-armazenamento-em-2013/ http://aspta.org.br/2014/04/16/agricultores-e-agricultoras-da-borborema-investem-no-armazenamento-de-forragem-e-batem-o-recorde-de-armazenamento-em-2013/#respond Wed, 16 Apr 2014 21:27:58 +0000 http://aspta.org.br/?p=8726 Leia mais]]> oficina criação animalNo último dia 09 de abril a Comissão de Criação Animal do Polo da Borborema se reuniu, no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Solânea, para realizar um evento de balanço das atividades do ano passado e planejamento para 2014. No momento estiveram presentes 40 agricultores e agricultoras dos municípios de Arara, Remígio, Esperança, Algodão de Jandaíra, Areial, Massaranduba, Queimadas e Solânea que fazem parte do Polo da Borborema.

No último biênio, o semiárido sofreu um dos mais severos períodos de estiagem dos últimos 50 anos, causando escassez de alimento para os animais e dificuldade de garantia dos estoques. Foi diante desse quadro, que as poucas chuvas de 2013 tornaram-se suficientes para alavancar um processo de armazenamento de forragem entre as famílias agricultoras do Polo da Borborema. “A seca ensinou muito e é crescente o número de famílias que desperta para a necessidade de garantir a reserva alimentar para os seus animais como forma de atravessar os períodos de estiagem, sem precisar ver o rebanho definhar ou se desfazer a preços subvalorizados. As ações para ensilagem na região do Polo têm garantido a melhoria da criação animal e a segurança alimentar e econômica das famílias agricultoras”, avalia Felipe Teodoro, da AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia.

Ainda na mística de abertura foi realizada uma reflexão ressaltando o valor dos estoques de forragem para a garantia criação animal. Após uma rodada de apresentações dos participantes uma primeira questão norteou o debate: Quais foram as principais ações que aconteceram em seus municípios para o fortalecimento da criação animal neste ano que passou?

oficina criação animalCada município trouxe a sua realidade relacionada ao fortalecimento da criação animal em 2013. Surgiram muitos depoimentos destacando: a importância dos processos de formação sobre silagem e fenação capaz de envolver um público cada vez maior de famílias agricultoras; a elaboração coletiva de um calendário para uso das máquinas forrageiras, uma conquista do Polo da Borborema dentro do Território da Cidadania; o fortalecimento dos mutirões como estratégia para o armazenamento da forragem; o papel dos fundos rotativos solidários para favorecer a aquisição de lonas por um maior número de famílias; e o incentivo do plantio milho e sorgo para estocagem por meio da distribuição de sementes. Além disso, destacou-se também o papel dos programas de rádio para a sensibilização das famílias. Em 2013, mais de 300 famílias estocaram 4 mil toneladas de forragem.

“Conseguimos bater mais um recorde tanto no número de famílias estocando como no volume de silagem estocada. Apesar da pouca chuva foi suficiente para a produção de forragem. É um trabalho importante e os animais ficam bonitos e bem alimentados. A expectativa é que em 2014, possamos intensificar esse processo que mostrou estar dando certo”, analisa Roselita Victor, da Coordenação da Comissão de Criação e do Polo da Borborema.

produção de forragemPara 2014, serão realizadas reuniões municipais de mobilização e organização do processo de armazenamento de forragem em todos os municípios. Além disso, foram programadas oficinas de produção de sal mineral e de feno de maniçoba, e foram apontadas experiências de agricultores para serem sistematizadas, visitadas e divulgadas para outros agricultores e agricultoras.

O encontro faz parte das atividades da Comissão de Criação Animal do Polo da Borborema e também ações do Projeto Terra Forte. O Terra Forte é realizado pela AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia em parceria com o Polo da Borborema, PATAC e os Agrônomos e Veterinários Sem Fronteiras (AVS) e é cofinanciado pela União Europeia.

 

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Comitê Ana Alice negocia rendição e assassino da jovem se entrega à Polícia http://aspta.org.br/2014/04/14/comite-ana-alice-negocia-rendicao-e-assassino-da-jovem-se-entrega-a-policia/ http://aspta.org.br/2014/04/14/comite-ana-alice-negocia-rendicao-e-assassino-da-jovem-se-entrega-a-policia/#respond Mon, 14 Apr 2014 21:18:26 +0000 http://aspta.org.br/?p=8708 Leia mais]]> assassino de Ana AliceO assassino de Ana Alice, Leônio Barbosa de Arruda, se entregou à polícia por volta das 8h da manhã deste domingo, 13 de abril. O criminoso estava em uma propriedade rural na comunidade de Ramada, do município de Caturité, no Cariri Oriental paraibano. Após 10 dias foragido, ele procurou familiares e pediu para que entrassem em contato com a equipe da Polícia Penitenciária comunicando que pretendia se entregar e por volta das 8 horas foi capturado por agentes do Grupo Penitenciário de Operações Especiais (GOEP), que o reconduziram para o Complexo Penitenciário do Serrotão, em Campina Grande.

Na quinta-feira, 10 de abril, integrantes do Comitê Ana Alice, após receberem informações de onde se encontrava o fugitivo, em diálogo com a delegada titular da Polícia Civil em Queimadas e com a delegada seccional Renata Dias, mantiveram contato com familiares de Leônio Barbosa de Arruda para convencê-lo que a melhor decisão seria a de se entregar. Os membros do comitê explicaram aos familiares que o interesse é o de recapturá-lo vivo, e que iriam cobrar do Estado a manutenção de sua integridade física, o que acreditam, tenha contribuído para a entrega do fugitivo. “O Comitê defende a vida. Enquanto espaço de defesa dos direitos humanos, defendemos que se cumpra a lei, ou seja, que pessoas que cometem crimes contra a mulher não fiquem impunes. Queremos que o criminoso fique vivo para pagar pelos crimes que cometeu, por isso vamos cobrar do Estado a garantia da vida do preso e do cumprimento da sua pena”, afirmou Madalena Medeiros, representante do Centro de Ação Cultural (CENTRAC), uma das entidades do Comitê.

A Fuga – Na manhã do último dia 04 de abril o Comitê de Solidariedade Ana Alice tomou conhecimento da fuga do detento na noite anterior (03 de abril) e logo se mobilizou no sentido de buscar explicações do Governo do Estado e, também, colaborar para recaptura do preso. De acordo com informações da unidade prisional, o preso fugiu pulando uma altura de cinco metros para o lado de fora. A notícia da fuga deixou em pânico as comunidades rurais de Queimadas, Caturité e Boqueirão, especialmente as vítimas sobreviventes do maníaco e suas famílias.

Audiências – Na segunda-feira (07) o comitê se encontrou com o governador Ricardo Coutinho que ouviu as entidades, em Campina Grande, e viabilizou a audiência com autoridades de segurança do Estado. Na terça-feira (08) o comitê se reuniu com o Secretário de Segurança e Defesa Social, Cláudio Lima, em João Pessoa, cobrando ações enérgicas e se colocando à disposição para contribuir com o trabalho de prisão do fugitivo, fornecendo informações e acompanhando de perto as investigações. Além de exigir proteção para as pessoas que se encontravam em risco. No encontro o Secretário assumiu o compromisso de garantir a segurança de três famílias, das vítimas e de testemunhas chaves que contribuíram com a prisão do bandido em 2012, claramente em situação de risco. No entanto, nenhuma medida nesse sentido foi tomada, levando a comunidade a fazer a contratação de segurança privada durante o período em que o bandido esteve foragido.

Comitê Ana AliceAinda na terça-feira, o movimento se reuniu com o secretário de Administração Penitenciária, Walber Virgolino da Silva Ferreira, que se comprometeu em trabalhar para apurar o caso e informou haver designado uma Comissão Permanente de Processo Administrativo Disciplinar para apurar as circunstâncias que possibilitaram a fuga. “O Comitê tem um vida permanente e vai continuar acompanhando este e outros casos de violência contra a mulher. Ainda estamos acompanhando a investigação que vai apurar os responsáveis pela fuga do assassino de Ana Alice e exigir uma punição compatível com a gravidade do caso, já que o fato põe em risco toda a sociedade”, afirma Maria Anunciada Flor, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Queimadas e integrante da coordenação do Polo da Borborema, que compõem o Comitê Ana Alice.

O caso – A jovem Ana Alice de Macedo Valentim, agricultora e militante do Polo da Borborema, foi sequestrada, violentada e brutalmente assassinada aos 16 anos, quando voltava da escola, em setembro de 2012. Seu corpo só foi encontrado 50 dias depois, e graças à denúncia de uma nova vítima que sobreviveu ao ataque e reconheceu o criminoso, que já tinha violentado outras duas mulheres.

Desde então o Comitê de Solidariedade Ana Alice, formado por um conjunto de entidades de defesa dos direitos das mulheres e de trabalhadores rurais, tem somado esforços e se mobilizado no acompanhamento do caso e na cobrança firme às autoridades para que estes e outros crimes contra a mulher não fiquem impunes. O Comitê já realizou mobilizações, caminhadas e protestos em frente ao Fórum exigindo justiça e permanece unido para não permitir que esse criminoso, perigoso para a sociedade não fique solto.

 

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Vídeo V Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia http://aspta.org.br/2014/04/14/video-v-marcha-pela-vida-das-mulheres-e-pela-agroecologia/ http://aspta.org.br/2014/04/14/video-v-marcha-pela-vida-das-mulheres-e-pela-agroecologia/#respond Mon, 14 Apr 2014 19:06:35 +0000 http://aspta.org.br/?p=8704 Leia mais]]> V MarchaMais de 3.500 agricultoras dos 14 municípios que compõem o Polo da Borborema e de outras regiões do estado que fazem parte da ASA Paraíba estiveram reunidas pela quinta vez na Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia, organizada pelo Polo da Borborema em parceria com a AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia.

Assista ao vídeo:

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No Ano Internacional da Agricultura Familiar, sociedade civil demanda a transformação dos sistemas alimentares http://aspta.org.br/2014/04/14/no-ano-internacional-da-agricultura-familiar-sociedade-civil-demanda-a-transformacao-dos-sistemas-alimentares/ http://aspta.org.br/2014/04/14/no-ano-internacional-da-agricultura-familiar-sociedade-civil-demanda-a-transformacao-dos-sistemas-alimentares/#respond Mon, 14 Apr 2014 17:57:27 +0000 http://aspta.org.br/?p=8696 agricultura familiarAbril de 2014: o acesso à terra, água e sementes, bem como o apoio aos sistemas alimentares locais e à agroecologia, estão entre as principais demandas da sociedade civil no Ano Internacional da Agricultura familiar

Em uma série de encontros regionais realizados na primeira metade de 2014, organizações de agricultores, pescadores, povos indígenas, ONGs, sindicatos de trabalhadores rurais e outros grupos da sociedade civil apresentaram à FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) um conjunto de demandas objetivas.

Agricultores familiares cumprem um papel fundamental na produção de alimentos, na geração e manutenção de empregos rurais e na conservação da biodiversidade. Entretanto, conforme apontado pelas organizações, a liberalização do mercado, as privatizações e os processos de desregulamentação têm beneficiado as corporações transnacionais e reduzido a capacidade dos países e povos de assegurar o direito à alimentação a todas as pessoas.

Essas políticas agravaram a fome, a pobreza e a desnutrição. Contribuíram ainda para o êxodo rural e expulsaram agricultores familiares de suas terras, frequentemente em situação de violação de seus direitos humanos. Tudo isso se contrasta de forma gritante com a celebração, em 2014, do Ano Internacional da Agricultura Familiar.

Para reverter essa situação, organizações da sociedade civil pedem à FAO e aos governos que garantam às famílias agricultoras, muitas das quais lideradas por mulheres, o acesso à terra, à água e aos recursos genéticos. No tema das perdas e desperdício de alimentos, as organizações recomendam a promoção de sistemas alimentares locais, baseados nos métodos agroecológicos de produção. Outras demandas chave são a adoção de políticas coerentes que permitam aos jovens ingressar na atividade agrícola e a suspensão do apoio à agricultura industrial.

As organizações enfatizam ainda que, no Ano Internacional da Agricultura Familiar, as medidas de apoio às famílias agricultoras devem incluir a implementação, pelos governos, das Diretrizes sobre o Direito à Alimentação, bem como das Diretrizes para Posse de Terra, Acesso aos Recursos Florestais e Pesca.

As propostas da sociedade civil foram apresentadas nas Conferências Regionais de 2014 da FAO, que promove o Ano Internacional da Agricultura Familiar.

Rede Agriculturas Internacional, abril de 2014.

Leia também: Dez Qualidades da Agricultura Familiar, por Jan Douwe van der Ploeg, publicado pela Agriculturas – experiências em agroecologia.

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Comitê Ana Alice se reúne com autoridades do Estado para cobrar providências sobre a fuga do assassino da jovem http://aspta.org.br/2014/04/09/comite-ana-alice-se-reune-com-autoridades-do-estado-para-cobrar-providencias-sobre-a-fuga-do-assassino-da-jovem/ http://aspta.org.br/2014/04/09/comite-ana-alice-se-reune-com-autoridades-do-estado-para-cobrar-providencias-sobre-a-fuga-do-assassino-da-jovem/#respond Wed, 09 Apr 2014 22:54:28 +0000 http://aspta.org.br/?p=8684 Leia mais]]> Comitê Ana AliceO Comitê de Solidariedade Ana Alice se encontrou com o Governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB), em Campina Grande, na última segunda-feira, dia 07 de abril, para cobrar explicações sobre a fuga, no dia 03 de abril, de Leônio Barbosa Arruda, assassino de Ana Alice Macêdo. Leônio aguardava julgamento na Penitenciária Regional de Campina Grande Raimundo Asfora, conhecida como Presídio do Serrotão e, segundo informações do local, fugiu pulando uma altura de cerca de cinco metros para fora da unidade prisional, na noite da quinta-feira, dia 03 e desde então permanece foragido.

Os representantes do Comitê então solicitaram ao chefe do poder executivo estadual uma audiência com o Secretário de Segurança e Defesa Social para que pudessem cobraram uma resposta rápida no sentido de recapturar o preso que, solto representa um risco à toda a sociedade, e sobretudo às famílias das vítimas e as sobreviventes dos seus ataques: “A gente está em pânico, porque sabe o risco que está correndo, pois ele conhece toda a área em que vivemos e não sabemos o que esse maníaco pode fazer, agora que está solto”, afirmou Angineide Macêdo, mãe de Ana Alice e liderança do Polo da Borborema.

Audiência Ana AliceNa audiência com o Secretário de Estado da Segurança e Defesa Social, Cláudio Lima, que ocorreu neste dia 08 de abril, em João Pessoa, estiveram presentes ainda a Assessora de Ações Estratégicas, Cassandra Duarte, o Diretor da Polícia Científica, Humberto Pontes e a Secretária de Estado da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares. O objetivo do Comitê foi ainda o de se colocar à disposição para contribuir com o trabalho de prisão do fugitivo, fornecendo informações e acompanhando de perto as investigações, além de exigir proteção para as pessoas que se encontram em risco.

O Secretário Cláudio Lima informou que toda a responsabilidade de apurar e punir possíveis envolvidos na fuga é da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, pois os dois órgãos são distintos e autônomos, mas ele se comprometeu a não medir esforços no trabalho de recaptura do preso e o empenho em proteger as pessoas ameaçadas. Já a assessora Cassandra Duarte elogiou o trabalho do Comitê, que vem acompanhando o caso desde o desaparecimento de Ana Alice, em setembro de 2012, até a prisão do criminoso no final do mesmo ano e dando apoio a este e outros casos de violência: “Vocês estão desempenhando um papel importantíssimo, pois de onde é que vem a força do trabalho de investigação? É da população, que contribui com a polícia. Se em todos os casos tivéssemos esse apoio da sociedade, teríamos um número bem maior de sucesso nas operações”, afirmou.

Sec. Adm. Penitenciária (1)No mesmo dia os representantes do Comitê foram recebidos pelo Secretário de Administração Penitenciária, Walber Virgolino da Silva Ferreira. O secretário admitiu a falha grave na segurança do local e pediu desculpas às famílias das vítimas e ao Comitê, ele informou que já designou uma Comissão Permanente de Processo Administrativo Disciplinar para apurar as circunstâncias que possibilitaram a fuga. Segundo ele, no momento ainda é cedo para apontar culpados, pois tudo começou a ser investigado, mas o secretário afirmou que tão logo sejam identificados, os responsáveis serão punidos e demitidos de suas funções. Ângela Maria Barbosa de Almeida é advogada do Estado e preside a comissão, segundo ela, o grupo designado terá 60 dias para apresentar o resultado das investigações, podendo este prazo ser prorrogado por mais 60 dias.

Questionado sobre o fato de um preso de alta periculosidade e com tão pouco tempo de prisão estar trabalhando na cozinha do presídio, o que teria, de certa forma, facilitado a sua fuga, o secretário da SEAP, explicou: “Os criminosos presos por estupro não encontram convivência nas unidades prisionais, pois geralmente são assassinados. Como não dispomos de um pavilhão exclusivo para estupradores, eles são designados para atividades administrativas, a exemplo da cozinha. Mesmo assim, são vigiados, pois lidam com facas e outros objetos perfurantes. Pra nós não existe preso de confiança, todos devem estar sob vigilância e nós vamos descobrir o que aconteceu para que não e repita e cuidar da transferência dele, tão logo ele seja recapturado”.

O Caso – A jovem Ana Alice de Macedo Valentim, agricultora e militante do Polo da Borborema, foi sequestrada, violentada e brutalmente assassinada aos 16 anos, quando voltava da escola, em setembro de 2012. Seu corpo só foi encontrado 50 dias depois, e graças à denúncia de uma nova vítima que sobreviveu ao ataque e reconheceu o criminoso, que já tinha violentado outras duas mulheres.

Desde então o Comitê de Solidariedade Ana Alice, formado por um conjunto de entidades de defesa dos direitos das mulheres e de trabalhadores rurais, tem somado esforços e se mobilizado no acompanhamento do caso e na cobrança firme às autoridades para que estes e outros crimes contra a mulher não fiquem impunes. O Comitê já realizou mobilizações, caminhadas e protestos em frente ao Fórum exigindo justiça e permanece unido para não permitir que esse criminoso, perigoso para a sociedade não fique solto. “Nesse tempo depois que o crime ocorreu, muitas pessoas me ligaram, me aconselhando a mandar fazer alguma coisa de ruim com o bandido. Pra mim foi difícil segurar os dois filhos maiores de idade que eu tenho em casa. Mas eu sempre tive certeza que esse não seria o caminho certo a seguir. A nossa luta é por justiça para o caso da minha filha e para todas que precisem”, afirmou Angineide Macêdo, mãe de Ana Alice.

Quem tiver informações sobre a localização do criminoso pode entrar em contato com a polícia através dos telefones 190 e 197 e fazer uma denúncia anônima.

 

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http://aspta.org.br/2014/04/09/comite-ana-alice-se-reune-com-autoridades-do-estado-para-cobrar-providencias-sobre-a-fuga-do-assassino-da-jovem/feed/ 0
Seminário busca sensibilizar a população exposta aos agrotóxicos no Paraná http://aspta.org.br/2014/04/07/seminario-busca-sensibilizar-a-populacao-exposta-aos-agrotoxicos-no-parana/ http://aspta.org.br/2014/04/07/seminario-busca-sensibilizar-a-populacao-exposta-aos-agrotoxicos-no-parana/#respond Mon, 07 Apr 2014 21:09:43 +0000 http://aspta.org.br/?p=8674 Leia mais]]> seminario agrotóxicosFoi realizado no dia 18 de março o Seminário sobre Agrotóxicos com o tema: “Fortalecimento da Articulação Intersetorial para a Vigilância das Populações Expostas aos Agrotóxicos”, no município de Ponta Grossa-PR. O encontro, organizado pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, Superintendência de Vigilância em Saúde, Centro Estadual de Saúde do Trabalhador e 3ª Regional de Saúde – Ponta Grossa, contou coma participação de mais de 100 pessoas entre profissionais da saúde, ong´s agricultores e agricultoras familiares, membros do Grupo Coletivo Triunfo dos municípios de São Mateus do Sul, São João do Triunfo, Fernandes Pinheiro, Palmeira.

Com a finalidade de integrar as diversas Instituições e grupos sociais que atuam com a questão dos agrotóxicos, de promover um diagnóstico estadual da situação do seu uso, de construir alternativas ao uso dos produtos químicos e de fomentar a criação de comissões nos municípios para atuação sobre a problemática dos agrotóxicos, o seminário foi organizado em palestras e em trabalho em grupo.

Na parte da manhã foram apresentados casos de uso abusivo de agrotóxicos bem como as alternativas a esse modelo. O primeiro caso debatido foi a cultura do fumo no Centro-sul do Paraná e sua grande dependência de insumos químicos e agrotóxicos. Tendo a mesma área como referência, foram apresentadas também experiências alternativas assentadas em projetos familiares de transição agroecológica e de produção de alimentos sadios por meio do uso de adubos caseiros, caldas naturais, e do uso e conservação das sementes crioulas. Foi ainda debatido o papel dos programas governamentais como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) como alternativa de geração de renda para as famílias seminario agrotóxicos 2agricultoras.

Na parte da tarde foram apresentados dois vídeos denunciando as consequências do uso dos agrotóxicos, estão disponíveis na internet, sendo o primeiro: Nuvem de Veneno e Agrotóxicos e Câncer. Após a apresentação dos vídeos, os participantes foram divididos em grupos. Como principais encaminhamentos desse trabalhos foram: criar um processo de formação e conscientização sobre os problemas causados pelo o uso de agrotóxicos, criar um processo de mobilização da população em geral por meio da ampla circulação de informações sobre as graves consequências para a saúde e para o meio ambiente do uso indiscriminado de agrotóxicos. Nessa perspectiva, serão realizados mais quatro seminários a fim de dar partida na mobilização da sociedade.

 

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Manejo da fertilidade do solo e produção de Biofertilizantes são temas de ciclo de oficinas na região do Polo da Borborema http://aspta.org.br/2014/04/03/manejo-da-fertilidade-do-solo-e-producao-de-biofertilizantes-sao-temas-de-ciclo-de-oficinas-na-regiao-do-polo-da-borborema/ http://aspta.org.br/2014/04/03/manejo-da-fertilidade-do-solo-e-producao-de-biofertilizantes-sao-temas-de-ciclo-de-oficinas-na-regiao-do-polo-da-borborema/#respond Thu, 03 Apr 2014 20:52:51 +0000 http://aspta.org.br/?p=8660 Leia mais]]> Oficina de biofertilizante AreialO Polo da Borborema e a AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia estão realizando um ciclo de oficinas sobre o manejo da fertilidade dos solos e a produção de biofertilizantes nos municípios de Esperança, Arara, Areial, Montadas, Lagoa de Roça, Lagoa Seca e Matinhas. Com a proximidade do tempo das chuvas na região, o trabalho pretende ampliar a produção de biofertilizantes que serão utilizadas pelas famílias agricultoras no plantio dos roçados, das hortaliças e especialmente no cultivo da batatinha agroecológica.

Em meados de março, foi realizada uma oficina no município de Areial, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. A atividade contou com a participação de cerca de 40 agricultores e agricultoras de cerca de oito comunidades do município. A oficina foi iniciada com uma rodada de depoimentos dos agricultores (as) experimentadores (as) que relatam suas experiências bem sucedidas com o uso e manejo dos biofertilizantes em seus cultivos. Vilma Félix da Silva, do sítio Três Lagoas, começou a usar o biofertilizante em 2010, com estímulo do sindicato. “Usei na plantação da batatinha e percebi a diferença, tanto nas ramas mais verdes, quanto na produção de batata, foi muito boa a safra, deu de estouro”, comemorou a agricultora. A partir dos relatos, Emanoel Dias, assessor técnico da AS-PTA, explicou que ao contrário do que muita gente pensa, o biofertilizantes não ‘mata’ as pragas, e sim fortalece a planta e repõem nutrientes ao solo, deixando as plantas resistentes ao ataque das pragas e doenças. “Os biofertilizantes atuam no desenvolvimento das plantas e seu uso contribui diretamente na produção de alimentos saudáveis e livre de adubos químicos, fundamental na saúde humana”, exemplificou.

Oficina de biofertilizante AreialLuiz de Oliveira Cyrino, morador do sítio Lajedo do Cedro, contou que experimentou o biofertilizante pela primeira vez em 2012, com o apoio do Sindicato. O agricultor que, por muitos anos produziu batatinha, havia perdido a sua semente e abandonado o cultivo. Mas retomou a plantação e usou o biofertlizante pensando em melhorar a produção da batata e em combater as pragas. “No começo eu fiquei meio desapontado, pois achei que ia combater a praga e não foi isso que aconteceu. Depois eu vi que com o uso do biofertilizante, mesmo com o ataque de algumas lagartas na folha não afetou a produção da batata”. Luiz diz ainda que depois que retomou a cultura da batata, veio uma maior preocupação com a saúde do solo. “Quando eu voltei a plantar, não quis mais usar veneno, em anos passados, por falta de consciência, eu usei muito. Hoje eu vejo que tem outras formas de melhorar a produção sem prejudicar a minha saúde e das outras pessoas”, conta o agricultor.

Na oficina os agricultores trocaram receitas de caldas e dos vários usos das plantas para combater pragas e melhorar o solo em suas propriedades. Foi distribuído o Boletim de Boas Práticas de Produção do Biofertilzante produzido pela AS-PTA e repassadas receitas de caldas como a bordalesa, à base de cal; o ACC feito com castanha de caju e álcool etílico; coquetel de folhas de nim (Azadiractha indica A. Juss) que servem como repelente para as plantas. Houve ainda a parte prática, onde os agricultores e agricultoras puderam acompanhar algumas receitas sendo feitas, todas com ingredientes que, em sua maioria, são encontrados dentro da propriedade, como folhagens de plantas verdes, esterco animal, leite, melaço ou rapadura e urina de vaca, entre outros.

Emanoel Dias chamou a atenção para as causas do aparecimento das pragas: “Vocês mesmos disseram aqui que a causa desse excesso de pragas é da ação do ser humano na natureza, que causou um desequilíbrio ambiental. É preciso lembrar que isso que estamos fazendo (controle de pragas) é um paliativo, nós precisamos saber que o trabalho de rearborização das propriedades está diretamente ligado a isso, pois se a gente não se organiza para repor o que a natureza foi perdendo, as árvores, os animais que se alimentam dos insetos, vamos viver sempre nesse desequilíbrio e não vai ter um resultado satisfatório”, alertou.

Oficina de biofertilizante AreialZeneide Granjeiro Balbino, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Areial e da coordenação do Polo da Borborema, falou sobre a importância do trabalho de manejo da fertilidade do solo para a estratégia de atuação do Polo e a construção do projeto agroecológico para a região: “Nós sempre falamos pra os agricultores ‘não usem veneno’, mas a gente sabe que pra não usar veneno nós precisamos ter alternativas para melhorar a produção, e o biofertilizante é uma dessas alternativas. Então eu quero estimular vocês que ainda não usam, que experimentem e que multipliquem em suas comunidades os conhecimentos que vocês vem trocando nestas oportunidades”, finalizou.

A oficina de produção de biofertilizantes é parte das ações do Projeto Terra Forte que tem entre as suas estratégias iniciativas de manejo da fertilidade dos solos. O Terra Forte é realizado pela AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia em parceria com o Polo da Borborema, PATAC e os Agrônomos e Veterinários Sem Fronteiras (AVS) e é cofinanciado pela União Europeia.

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Aliança pela Agroecologia inicia atividades com visitas de intercâmbio na Paraíba http://aspta.org.br/2014/04/01/alianca-pela-agroecologia-inicia-atividades-com-visitas-de-intercambio-na-paraiba/ http://aspta.org.br/2014/04/01/alianca-pela-agroecologia-inicia-atividades-com-visitas-de-intercambio-na-paraiba/#respond Tue, 01 Apr 2014 18:24:00 +0000 http://aspta.org.br/?p=8632 Leia mais]]> seminárioO projeto Aliança pela Agroecologia, da AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia em parceria com organizações sociais de seis países da América Latina dedicadas à promoção do desenvolvimento rural sustentável, foi lançado no seminário “Trajetórias e desafios da agricultura familiar e da agroecologia”, realizado no último dia 25 de março, no auditório da sede do Instituto Nacional do Semiárido (Insa) em Campina Grande, na Paraíba.

Estiveram presentes representantes de organizações do Equador, Paraguai, Colômbia, Nicarágua, Guatemala e Bolívia além de um público de cerca de 90 pessoas entre estudantes, pesquisadores e representantes de entidades governamentais, não governamentais e movimentos sociais do campo. Paulo Petersen, diretor executivo da AS-PTA, abriu o seminário falando sobre o significado especial de realizar o lançamento do projeto no Insa que, segundo ele, já nasceu parceiro das organizações envolvidas no projeto. Falou ainda sobre a forma como o Aliança pela Agroecologia foi concebido: “A construção das alternativas deve partir da aprendizagem mútua e da atuação em rede. Esta é uma proposta que não vem de cima pra baixo. Por isso partimos da experiência local. Este seminário tem o papel de nos situar nessa trajetória de promoção da agroecologia, pois este é um projeto que articula um conjunto de países que se propõe a fazer o que a gente sempre fez, trocar experiências”, afirmou.

seminário 2Maria Leônia Soares, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Massaranduba e da coordenação do Polo da Borborema fez uma apresentação resgatando o histórico da construção do Polo e de sua organização política de 1993 até os dias de hoje. Em seguida Lorenzo Soliz, do Centro de Investigación e Promoción del Campesinado (CIPCA) da Bolívia e Jorge Irán do Programa Campesino a Campesino da Unión Nacional de los Agricultores e Ganaderos (UNAG) da Nicarágua, comentaram a exposição sobre o Polo a partir de suas experiências nos seus países. Após esse momento foi aberto debate entre os participantes e o seminário foi encerrado com uma confraternização no Hotel Fazenda Day Camp, em Campina Grande, que lembrou os 30 anos de fundação da AS-PTA, .

seminário 3Visitas de Intercâmbio – O dia seguinte ao seminário, 26 de março, foi dedicado a visitas de intercâmbio dos representantes das organizações da América Latina ao território da Borborema. Fizeram parte do itinerário das visitas os municípios de Remígio, Solânea e Massaranduba, nas regiões do Curimataú e Agreste do estado. O grupo se dividiu em três visitas: uma à propriedade de seu Luiz Souza e dona Eliete no sítio Salgado de Souza, em Solânea, outra ao assentamento Corredor onde moram Edinaldo e Vanda Florentino, em Remígio, já um terceiro grupo conheceu as experiências agroecologicas no sítio Cachoeira de Pedra Dágua, em Massaranduba, na propriedade de seu Domingos de Barros, seu “Loro” e dona Iraci.

Após as visitas, o grupo inteiro se reuniu na sede da AS-PTA, no Centro Agroecológico São Miguel (CASM), em Esperança, para avaliar o que conheceram e seguir com a troca de conhecimentos. Jorge Irán, da UNAG, destacou a oportunidade de aprender na prática com as experiências das famílias ligadas ao Polo: “É interessante notar como através de uma problemática, de um diagnóstico participativo, foi se construindo alternativas, não só com a adoção de novas tecnologias, mas com o conhecimento que o povo já tem, práticas que eram de seus avós e que hoje conseguem influenciar a construção de políticas públicas”. Nancy Minga, da Coordinadora Ecuatoriana de Agroecología (CEA) ressaltou o valor da união na luta: “Percebi na visita a importância que tem o sentido de comunidade, de coletivo, pois só o contexto familiar é insuficiente para compreender o movimento existente na região”, disse.

visita de intercâmbioJá Lorenzo Soliz, do CIPCA, Bolívia, destacou a fora como o sucesso da parceria entre a AS-PTA e o Polo contribuiu para a incidência nas políticas públicas para a região: “A relação horizontal que foi se formando entre a AS-PTA e as famílias é diferente de muitos locais em que há uma relação totalmente vertical. Mas quando há confiança pode-se construir coisas juntas. Mesmo no pouco tempo em que pudemos acompanhar as visitas, pudemos perceber isso. Depois de 20 anos há reposta técnica. E se há resposta, há um entorno disposto a escutar, é o que chamamos de incidência”, avaliou.

Euzébio Cavalcante, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Remígio e da coordenação do Polo da Borborema, que acompanhou a visita em seu município, ficou satisfeito com as avaliações dos visitantes: “Foi muito bom ouvir, porque a gente passa a valorizar a nossa ação e analisá-la de uma outra forma”, disse a liderança.

De acordo com Gabriel Fernandes, assessor técnico da AS-PTA e coordenador do projeto Aliança pela Agroecologia, a partir, os parceiros puderam ver na prática como são construídas políticas públicas para a região: “Elas (as políticas) surgem à partir da necessidade, dos desafios que os agricultores enfrentam no dia-a-dia, existe toda uma organização que parte das famílias e chega ao âmbito regional e permite tanto a identificação desses problemas, quanto testar alternativas. Aliança pela AgroecologiaNesse processo, há também um esforço de se divulgar os resultados obtidos e fazê-los chegar aos diferentes níveis de governo de forma que possam voltar á região na por meio de políticas de apoio.”.

Ainda segundo Gabriel, o próximo passo do projeto será a definição de um plano de trabalho. Ele acredita que as visitas e os debates ajudarão a orientar o andamento do projeto e a troca de experiências entre os participantes.

O Projeto Aliança pela Agroecologia é uma iniciativa cofinanciada pela União Europeia e terá duração de três anos.

 

 

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