Grupo Coletivo Triunfo visita propriedade agroecológica em Palmeira

visita estufaAgricultores e agricultoras, professores, técnicos de cooperativas da agricultura familiar, estudantes e assessores técnicos dos municípios de São João do Triunfo, São Mateus do Sul, Teixeira Soares, Fernandes Pinheiro e Palmeira que fazem o Coletivo Triunfo estiveram reunidos, no dia 18 de março, na comunidade de Paiol do Fundo, na propriedade da família de Silvio e Cleonice Sluzarz, em Palmeira.

Após a recepção com um café colonial agroecológico, a família Sluzarz fez um breve histórico da propriedade. Silvio contou com orgulho que a família produz alimentos saudáveis, sem uso de qualquer adubo químico ou agrotóxico. A propriedade da família vem sendo trabalhada agroecologicamente desde o ano de 1999. O primeiro cultivo sem uso de insumos agrícolas foi com a cultura do milho crioulo da variedade Palha Roxa, onde na época obteve uma produção de 340 sacas de 60 kg por alqueire usando apenas o Adubo da Independência, como ficou conhecido na região. O adubo da independência é fabricado por eles próprios a base de estercos de animais, minerais e adubo foliar como o supermagro. A família ainda contou que nesta época foi formada a Associação de Produtores Agroecológicos de Palmeira – APEP, existente até hoje.

troca de sementesCom os anos, passaram a se dedicar a produção de hortaliças para o consumo próprio e comercialização por meio da feira que acontece todos os sábados na cidade. Já conquistaram a certificação da Rede Ecovida e do Tecpar. Hoje, estão produzindo mais de trinta espécies de hortaliças e legumes na propriedade em estufas cobertas e a céu aberto, com um amplo comércio através da feira agroecológica, mercados locais e cestas entregues nas casas.

Segundo a família, o segredo é produzir alimentos saudáveis, ter teimosia em ser agroecológico, encarar as dificuldades a serem enfrentadas como o clima e outros contratempos e pensar principalmente no bem estar familiar.

Para o grupo Coletivo Triunfo, a propriedade dos Sluzarz serve de modelo para outras famílias para iniciarem o processo de transição agroecológica e principalmente incentivar os jovens a continuarem o trabalho na terra. Foi observado ainda que aquela experiência é um exemplo de alternativa para a cultura do tabaco, pois hoje muitos fumicultores brigam por preços melhores nesta safra, pelo trabalho realizado em um ano inteiro, não só no Paraná, mas também em Santa Catarina.

 

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