junho 2015 – AS-PTA http://aspta.org.br Fri, 05 Feb 2021 13:07:05 +0000 pt-BR hourly 1 Comissão de Juventude se reúne com lideranças do Polo da Borborema para refletir sobre seu papel para movimento sindical http://aspta.org.br/2015/06/21/comissao-de-juventude-se-reune-com-liderancas-do-polo-da-borborema-para-refletir-sobre-seu-papel-para-movimento-sindical/ http://aspta.org.br/2015/06/21/comissao-de-juventude-se-reune-com-liderancas-do-polo-da-borborema-para-refletir-sobre-seu-papel-para-movimento-sindical/#respond Sun, 21 Jun 2015 22:51:28 +0000 http://aspta.org.br/?p=12020 Leia mais]]> SAM_7872Avaliar e refletir sobre o papel da juventude camponesa no fortalecimento da agricultura familiar, esse foi um dos temas centrais de mais um encontro da Comissão de Jovens com a Coordenação do Polo da Borborema. Reunidos nos dias 16 e 17 de junho, no convento Ipuarana em Lagoa Seca, o evento trouxe o diálogo entre a juventude e lideranças do Polo, além de uma oficina direcionada ao fortalecimento dos jovens no acesso aos mercados.

Na manhã do primeiro dia, novas e antigas lideranças se reuniram no grande salão São Francisco. Coordenação ampliada, lideranças sindicais e jovens do Polo da Borborema, dialogaram para melhor entender como os jovens se inserem no trabalho da agricultura, no fortalecimento da agricultura familiar agroecológica do território e como os próprios sindicatos e comissões temáticas podem abrir mais espaços para uma ação mais política desse grupo.

Uma apresentação sobre o atual engajamento da juventude abriu o debate. Entre as principais cobranças aos jovens, estavam uma participação mais efetiva nos sindicatos. Sob esse ponto, Euzébio Cavalcante, presidente do Sindicato de Remígio-PB, atentou sobre o que os sindicatos estão fazendo para conseguir trazer a juventude para mais perto. “Precisamos pensar em qual tipo de grupo que esses jovens querem se inserir. Ampliar a visão deles sobre o seu trabalho na agricultura, como juventude camponesa”, frisou.

SAM_7849O empoderamento da juventude sob seu trabalho e o entendimento de seu papel como jovens camponeses, sensibilizou alguns dos participantes do encontro. Em cada fala, em cada gesto, os jovens se colocaram como importante peça para a continuação do trabalho que o Polo vem desenvolvendo ao longo desses mais de 20 anos de trabalho. “Nos sentimos orgulhosos e com a sensação de dever cumprido, mas também com a de que o trabalho não acabou”, disse Alan Kilson, jovem agricultor de Remígio.

O diálogo entre gerações diferentes, unidas pelo mesmo trabalho, deu ainda mais força a juventude camponesa. O entendimento sobre o papel que os sindicatos têm em valorizar o trabalho e identidade desses jovens agricultores, traz esperança na continuidade das ações que o Polo da Borborema vem desenvolvendo com intuito de fortalecer a agricultura familiar e agroecológica.

Oficina de Mercados – Dando sequência as atividades do encontro, uma oficina sobre acesso a mercados locais e institucionais foi facilitada por Afrânio Azevedo, assessor técnico da AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia. Entre os objetivos da oficina estavam a reflexão sobre a importância da agricultura familiar e da agroecologia, a socialização da experiência individual dos jovens sobre o destino da sua produção e um diálogo sobre os mercados.

SAM_7882Um primeiro momento convidou os jovens a identificar o que era produzido no lugar onde vivem e colá-los em uma árvore pintada em um painel. A partir daí o diálogo levou os participantes a pensar no que se produzia e em modos de escoar esses produtos. A oficina trouxe ainda questões como espaços para comercialização e distribuição, a organização das feiras agroecológicas na região do Polo da Borborema, além de tentar compreender melhor o funcionamento de algumas políticas públicas como o PAA, PNAE e o Pronaf. Além disso, foi apresentada a experiência da Ecoborborema, Associação de Produtores e Produtoras Agroecológicos do Polo da Borborema, e algumas de suas funções, como o favorecimento na elaboração de projetos que beneficiem os associados.

Ainda parte das ações do Projeto Sementes do Saber, que objetiva contribuir com a inserção econômica e produtiva de jovens agricultores do território, barracas nas feiras agroecológicas serão disponibilizadas a alguns desses jovens. Ações como essa, trazem maior autonomia para a juventude, além de reafirmar sua identidade como jovens camponeses.

SAM_7845O segundo dia de encontro foi marcado pelo planejamento das ações para o segundo semestre do ano. Ao resgatar alguns dos desafios apontados durante o diálogo com a Coordenação ampliada do Polo, os jovens reafirmaram a vontade de maior participação em espaços como a própria coordenação. Dando continuidade, após uma retrospectiva do trabalho feito nos últimos meses, ações como fortalecimento dos grupos de viveiristas e coletores de sementes, ampliação e criação de novos Fundos Rotativos Solidários, continuação das oficinas municipais sobre acesso a mercados, além de outros trabalhos e visitas de intercâmbio, foram marcados para os próximos meses.

 

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Conhecer, analisar e gerir o saber das famílias agricultoras do Semiárido http://aspta.org.br/2015/06/09/conhecer-analisar-e-gerir-o-saber-das-familias-agricultoras-do-semiarido/ http://aspta.org.br/2015/06/09/conhecer-analisar-e-gerir-o-saber-das-familias-agricultoras-do-semiarido/#respond Tue, 09 Jun 2015 18:01:59 +0000 http://aspta.org.br/?p=11930 Leia mais]]> Agricultor Seu Francisco na colheita do algodão em sua propriedade. | Foto: Flavio Paiva/Arquivo Chapada
Agricultor Seu Francisco na colheita do algodão em sua propriedade. | Foto: Flavio Paiva/Arquivo Chapada

Compreender como se dá a gestão dos agroecossistemas familiares e as estratégias para tornar as propriedades mais flexíveis – com a diminuição da mão-de-obra no campo –, mais autônomas – a partir de uma menor dependência por insumos externos –, e mais resilientes – do ponto de vista ecológico, ao se recuperar mais rapidamente de uma estiagem prolongada. Esse é um dos objetivos do Projeto Sistemas Agrícolas Familiares Resilientes a Eventos Ambientais extremos no Contexto do Semiárido Brasileiro: alternativas para enfrentamento aos processos de desertificação e mudanças climáticas, desenvolvido numa parceria entre a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e o Instituto Nacional do Semiárido (INSA).

Desde 2013, a pesquisa acompanha a vida e o trabalho de 100 famílias distribuídas nos territórios de Sertão do São Francisco (BA), Ibiapaba (CE), Alto Rio Pardo (MG), Cariri/Seridó e Borborema (PB), Sertão do Araripe (PE), Vale do Guaribas (PI), Sertão do Apodi (RN), Alto Sertão (SE) e Médio Sertão (AL). Até agora, já foram sistematizados dados de 40 famílias e os primeiros resultados da pesquisa já foram socializados no último mês de janeiro, em Campina Grande (PB), durante o Seminário Internacional Construção da Resiliência Agroecológica em Regiões Semiáridas (leia mais sobre os avanços da pesquisa apresentados no Seminário aqui).

Depois da mobilização das organizações envolvidas, do levantamento do histórico das famílias e da análise econômica, uma nova fase do projeto é a avaliação socioecológica, por meio do estudo da biomassa, que inclui aspectos como a fertilidade do solo e a conservação dos recursos. O objetivo agora é compreender de que forma as famílias se apropriam dos bens ecológicos, como solo, água, radiação, e saber também como elas mediam esses elementos para a geração de riquezas essenciais à reprodução dos agroecossistemas.

Gestão do Conhecimento – Mensurar esses saberes do povo do Semiárido não seria possível sem a atuação de dez bolsistas-pesquisadores/as, vinculados a organizações que compõem a ASA. São esses/as pesquisadores/as que fazem a ponte entre o trabalho de campo e a análise dos dados de pesquisa. A cada etapa do projeto, os/as bolsistas passam por oficinas de formação específica nas temáticas para, posteriormente, partir para as entrevistas com as famílias. Para isso, trabalham com instrumentais próprios que possibilitam um diálogo mais próximo da realidade das famílias. Um dos primeiros passos realizados no estudo de caso é a construção da linha do tempo do agroecossistema familiar, com o desenho da propriedade para poder se conhecer e, depois, partilhar esses processos.

Pesquisadora Iva Melo em momento de entrevista com as famílias agricultoras | Foto: Daniela Bento
Pesquisadora Iva Melo em momento de entrevista com as famílias agricultoras | Foto: Daniela Bento

“Há toda uma preparação dos bolsistas antes de chegar na comunidade. Por outro lado, há uma abertura das famílias, que em geral já estão sensibilizadas pelas organizações da ASA e trazem a dimensão das políticas públicas a que têm acesso. A segunda questão é em relação aos dados quantitativos: na maioria das vezes a informação do agricultor não está no papel, mas está na memória. E essa informação de memória tem muita qualidade”, avalia Iva Melo, pesquisadora-bolsista pelo CDJBC, em Sergipe.

O próximo passo, assim, é gerir esse conhecimento. E é aí que entra a participação do Instituto Federal da Paraíba (IFPB). O Núcleo de Estudos em Agricultura Ecológica do Sertão Paraibano, no Campus Sousa, vem colaborando com o projeto tanto na formação dos bolsistas quanto na perspectiva da gestão da informação, a partir da compreensão da dinâmica dos agroecossistemas nos territórios. Isso é possibilitado por meio de um software livre chamado Redmine, cujo servidor está baseado no instituto federal.

“O uso dessa plataforma, popularmente chamado de Gerenciador de Projetos, chega nessa pesquisa pela necessidade de organização do conhecimento produzido. O projeto trabalha com um grande fluxo de informações e o programa ajuda na sistematização”, diz o Prof. Chico Nogueira, coordenador do Núcleo.

Riquezas e saberes do campo – A pesquisa aponta que, do ponto de vista da economia, os sistemas agrícolas familiares tendem a gerar renda total do que é produzido no conjunto da propriedade, diferenciando-se da lógica empresarial que maximiza o lucro por unidade de capital investido. Além disso, o trabalho da família é o elemento central do processo de geração de riqueza do sistema camponês. Essa riqueza tanto é contabilizada pelos bens e serviços que vão para o mercado como também entra nas relações de reciprocidade, a exemplo das trocas de sementes e dos mutirões comunitários.

Ainda de acordo com o projeto, outro aspecto econômico importante que se dá na agricultura familiar camponesa é a valorização dos espaços coletivos para comercialização, como as associações, cooperativas, feiras e redes, por permitirem a realização de uma melhor negociação e, consequentemente, maior geração de renda.

Família acessa tecnologia social cisterna-calçadão | Foto: Arquivo Asacom
Família acessa tecnologia social cisterna-calçadão | Foto: Arquivo Asacom

“O grande diferencial do projeto é considerar o agroecossistema familiar em transição agroecológica em toda a sua complexidade. No quesito do trabalho, por exemplo, o cuidado com os filhos, o cuidado com a casa e a participação social também são tempo produtivo. A questão econômica também envolve não só a comercialização, mas o consumo da família, o que fica de estoque e o que é usado pra manter a produção. Isso também é considerado uma riqueza”, explica Gabriel Fernandes, agrônomo da AS-PTA, organização que compõe a Articulação Semiárido no estado da Paraíba.

Outro desafio é o acompanhamento dos impactos dos programas de democratização do acesso à água, desenvolvidos pela ASA, na vida das agricultoras e dos agricultores que convivem com o Semiárido.

“Nesse estudo, identificamos que as tecnologias de acesso à água contribuem para que as famílias que praticam agricultura familiar em transição agroecológica fiquem mais resistentes às mudanças climáticas. São mais resilientes que as famílias que praticam agricultura convencional”, traz Gabriel.

Ainda para ele, uma das principais contribuições da ASA para a pesquisa é o acúmulo da rede no trabalho com as famílias, o “como fazer”. Assim, a experiência da AS-PTA desde a década de 1990 na construção de diagnósticos ambientais é a contribuição que a organização traz para a pesquisa, no aspecto do processo metodológico.

Uma das famílias cuja experiência está sendo analisada é a de Seu Francisco Delmondes, agricultor da comunidade de Laginha, em Ouricuri, Sertão do Araripe (PE). Ali, ele mora com a esposa, D. Maria Aparecida, e quatro de seus sete filhos. Apesar do período prolongado de estiagem, todos trabalham no plantio de milho, feijão e algodão, desde 2011, devido à água acumulada pela cisterna-calçadão, conquistada em 2011. Ao redor de casa, a família ainda mantém um pomar, com manga, laranja, coco e acerola, além de criação de aves como galinha, peru, pato e guiné. “É importante participar da pesquisa para saber como o conhecimento se dá no campo e também repassar isso para outras famílias”, argumenta o agricultor.

Mariana Reis* – jornalista da Asacom
Com a colaboração de Victor Maciel, coordenador-pesquisador do projeto.
Fonte: www.asabrasil.org.br

 

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A água é o tema dos mutirões da Campanha pelo Fortalecimento da Vida na Agricultura Familiar http://aspta.org.br/2015/06/09/a-agua-e-o-tema-dos-mutiroes-da-campanha-pelo-fortalecimento-da-vida-na-agricultura-familiar/ http://aspta.org.br/2015/06/09/a-agua-e-o-tema-dos-mutiroes-da-campanha-pelo-fortalecimento-da-vida-na-agricultura-familiar/#respond Tue, 09 Jun 2015 15:48:54 +0000 http://aspta.org.br/?p=11921 Leia mais]]> infânciaDesde 2002, o Núcleo de Infância e Juventude da AS-PTA, em parceria com o Polo da Borborema, realiza a Campanha pelo Fortalecimento da Vida na Agricultura Familiar, um trabalho de educação contextualiza de valorização da vida na agricultura e da agroecologia. A cada ano, a Campanha elege um tema mobilizador que é trabalhado nos dois semestres com as crianças. Em 2015, o tema escolhido foi recursos hídricos, as fontes de água de cada comunidade, o caminho das águas dentro das comunidades, as formas de armazenamento e cuidados com a água.

Uma das ações da Campanha são os chamados Mutirões, um dia de brincadeiras realizado em cerca de 100 comunidades de 13 municípios, onde a partir do conhecimento que as crianças já trazem, a equipe do Núcleo de Infância e Juventude trabalha, de uma maneira lúdica, conteúdos importantes para o meio rural como as sementes, alimentação saudável, o meio ambiente, etc. Estes momentos contam com a participação e o envolvimento das escolas rurais que, em muitos casos, trabalham o tema proposto em seus projetos pedagógicos previa e/ou posteriormente com os alunos.

É o caso da Escola Municipal de Ensino Fundamental Antônio Adilino dos Santos, no Sítio Carrasco, município de Esperança-PB. A diretora Geuza dos Santos Frutuoso Pedrosa acompanha o trabalho com os mutirões há alguns anos e considera os momentos sugeridos pela campanha como uma contribuição ao processo de aprendizagem que a escola vem promovendo: “Essa ação é muito importante, pois é um reforço ao que estamos fazendo, o tema da água hoje é um problema mundial, então é de fundamental importância, nestes momentos a gente dá continuidade ao trabalho que é a proposta da escola, mas com um novo olhar”, avalia.

infânciaA programação deste ano tem início com a reunião das crianças em um espaço comum e a apresentação da equipe da AS-PTA, em seguida, personagens de teatro, incorporados por atores da equipe da instituição, em 2015, a lavadeira de roupas “Expedita”, ou o “Vô Camalaú” Maria do Socorro Alves Dos Santos e Edson Possidônio da Silva, entram em cena e vão interagindo com os alunos, fazendo perguntas sobre as fontes de água e o caminho das águas na comunidade. Com a ajuda de um painel de pano com elementos destacáveis, as crianças vão ajudando a montar o cenário de sua comunidade, no que diz respeito à presença da água: de onde ela vem? Como ela vai embora? O que a gente faz para que ela fique? De que forma podemos economizar? São algumas das questões propostas. Naquelas comunidades onde existe um grupo de jovens, é preparado ainda um momento separado com este grupo, com uma metodologia específica, que privilegie a participação e o engajamento deste público.

infânciaBárbara Marques dos Santos, tem 10 anos e diz que gostou muito do tema da Campanha deste ano, pois a ajudou a valorizar mais este liquido tão precioso: “Aprendi que não devemos desperdiçar água e a conhecer as fontes de água que nós temos aqui na comunidade. Tem muita coisa que a gente pode fazer para não poluir os rios, pois podemos matar os peixes e acabar com a vida”, disse.

De acordo com Maria Denise Pereira da Silva, assessora técnica do Núcleo de Infância e Juventude da AS-PTA, a divisão do conteúdo trabalhado foi organizada da seguinte forma: no primeiro semestre as fontes e o caminho das águas e no segundo semestre, as formas de armazenamento de água e os cuidados com a conservação e tratamento da água serão trabalhados.

A Campanha de Fortalecimento da Vida na Agricultura parte de uma proposta de educação que valoriza a realidade das crianças e da juventude camponesa, buscando afirmar a identidade dos sujeitos, debater o futuro da agricultura familiar e do meio ambiente. Este trabalho conta com o apoio e a parceria da Action Aid e do Projeto Sementes do Saber, cofinanciado pela União Europeia.

 

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Oficina Nacional da ANA debate Método de Avaliação Econômico-Ecológica de Agrecossistemas http://aspta.org.br/2015/06/05/oficina-nacional-da-ana-debate-metodo-de-avaliacao-economico-ecologica-de-agrecossistemas/ http://aspta.org.br/2015/06/05/oficina-nacional-da-ana-debate-metodo-de-avaliacao-economico-ecologica-de-agrecossistemas/#respond Fri, 05 Jun 2015 14:58:01 +0000 http://aspta.org.br/?p=11907 Leia mais]]> oficina_ouricuriCerca de 30 pessoas de todas as regiões do país reuniram-se entre os dias 26 e 29 de maio de 2015 na sede rural da ONG Caatinga, em Ouricuri-PE, para participar da Oficina Nacional sobre Análise Econômico-Ecológica de Agroecossistemas. Promovida pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e pela AS-PTA a oficina teve por objetivo debater e exercitar método desenvolvido pela AS-PTA que será empregado para a realização de estudos sobre o desempenho econômico de agroecossistemas geridos pela perspectiva agroecológica em todas as regiões do Brasil. Para praticar o método, foram realizadas visitas a seis unidades produtivas familiares no território do Sertão do Araripe, onde o Caatinga atua há mais de 25 nos assessorando organizações da agricultura familiar.

De acordo com Denis Monteiro, secretário executivo da ANA, a oficina foi fruto do amadurecimento na rede da importância de organizar o debate e a incidência política a partir das realidades concretas vivenciadas pelos agricultores e agricultoras nos territórios, valorizando as experiências e compreendendo os projetos em disputa nos territórios. A atividade dá sequência ao III Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), realizado em maio de 2014.

“O enfoque territorial tem sido cada vez mais incorporado. Procuramos responder por que interessa à sociedade apoiar a agroecologia, estamos produzindo evidências de que ela é importante para sociedade, de que a agricultura familiar é capaz de produzir alimentos saudáveis e conservar os recursos naturais. Dar visibilidade à existência de projetos em disputa nos territórios, mostrando projetos alternativos construídos pelas redes em contraposição aos projetos de desenvolvimento que impactam negativamente os territórios. Precisamos fortalecer o campo da comunicação para que as experiências agroecológicas dialoguem com as pessoas da cidade, e que o caminho do debate seja da realidade da agricultura familiar e dos povos e comunidades tradicionais para a construção das políticas públicas”, disse.

encontro_ouricuriA estratégia da ANA é fazer esse olhar dos territórios e produzir essas evidências. Foi realizada uma seleção de territórios em todas as regiões do país. Esse encontro foi um momento de estudo dos fundamentos teórico-conceituais e dos instrumentos utilizados na operacionalização do método. Serão realizados estudos em sete territórios que serão valorizados em atividades regionais de mobilização como, por exemplo, as caravanas agroecológicas e culturais, seminários etc. Ao final do processo, a ANA publicará um livro com os resultados dos estudos e dos debates realizados nesses eventos territoriais

“É um momento de transição na ANA. Estamos passando do descritivo para o analítico. Momento histórico do movimento agroecológico. É um processo inicial, o método ainda está sendo construído. Minha preocupação é depois a análise dessas informações, no sentido de nivelar a forma como você escreve se queremos familiar as pessoas com uma linguagem acadêmica. É preciso conversar sobre o tema, e aprofundar a questão analítica. Precisamos refletir e nossa contribuição é superimportante”, destacou Denyse Melo, pesquisadora que apoiará a condução de quatro estudos de caso na Amazônia.

Segundo Paulo Petersen, da AS-PTA, um dos formuladores do método e facilitador do curso, o agroecossistema é a unidade de análise básica para compreender as dinâmicas de desenvolvimento agrícola. A ideia essencial é analisar as trajetórias evolutivas dos agroecossistemas, procurando identificar como as famílias agricultoras e as comunidades rurais respondem às mudanças estruturais que ocorrem através do tempo nos territórios em que vivem e produzem.

agricultor_ouricuri“Um dos fenômenos empíricos mais notáveis e, contraditoriamente, mais invisibilizados no mundo rural, é que a agricultura familiar assume diferentes trajetórias de desenvolvimento sempre que políticas públicas e atores do agronegócio investem recursos voltados à promoção da modernização agrícola. Em vez de promover uma homogeneização do mundo rural na linha do empreendedorismo mercantil, como pressupõe a teoria da modernização, o que se verifica é a geração de heterogeneidades entre os agroecossistemas de gestão familiar em um mesmo território. Identificamos essa heterogeneidade como diferentes níveis de campesinidade. O método permite comparar agroecossistemas geridos por diferentes lógicas econômico-ecológicas, desde as mais camponesas às mais empresariais”, afirmou.

Esperamos que esse esforço da ANA contribua para qualificar nossos debates sobre o desenho de políticas públicas para o desenvolvimento rural.

“Procuramos desenvolver um método que seja aplicável de forma universal, possibilitando que adaptações sejam feitas de forma a ajustá-lo a diferentes contextos socioecológicos. Ao mesmo tempo, o método busca integrar conhecimentos das ciências sociais e das ciências naturais. Finalmente, tem como objetivo criar ambientes de diálogo de saberes entre conhecimentos acadêmicos e conhecimentos populares, valorizando a ativa participação e as perspectivas de análise peculiares das famílias e comunidades, de homens e mulheres, de adultos e jovens”, acrescentou Petersen.

campo_ouricuriA proposta apresentada é interessante uma vez que a ferramenta é bastante analítica, pontuou Rosa Godinho, da equipe de Ater do CEAPAC, em Santarém (PA), com formação técnica em agroecologia. “Essa ferramenta vai contribuir grandemente com os aspectos sociais, econômicos e ambientais dos agroecossistemas através do olhar diferenciado das equipes que farão os diagnósticos”, afirmou.

“Essa metodologia abre a possibilidade de influenciar concretamente na Anater (Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural), mostrar na prática esse novo olhar da economia política, ecológica e feminista”, observou Lilian Telles, do GT Mulheres da ANA.

Fonte: www.agroecologia.org.br

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Polo da Boborema e AS-PTA realizam Seminário Regional sobre Beneficiamento de Alimentos em Arara-PB http://aspta.org.br/2015/06/03/polo-da-boborema-e-as-pta-realizam-seminario-regional-sobre-beneficiamento-de-alimentos-em-arara-pb/ http://aspta.org.br/2015/06/03/polo-da-boborema-e-as-pta-realizam-seminario-regional-sobre-beneficiamento-de-alimentos-em-arara-pb/#respond Wed, 03 Jun 2015 00:32:38 +0000 http://aspta.org.br/?p=11878 Leia mais]]> seleçãoNos dias 19 e 20 de maio de 2015, o Polo da Boborema e a AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia realizaram o Seminário Regional sobre Beneficiamento de Alimentos. O evento reuniu no Santuário Padre Ibiapina, em Arara-PB, cerca de 60 participantes, em sua maioria, agricultoras que participam das atividades de formação da Comissão de Saúde e Alimentação do Polo, e mulheres já envolvidas com a prática de beneficiamento, individual ou coletiva, no território.

O objetivo do evento foi fazer um diagnóstico sobre as práticas de beneficiamento no território, refletir sobre o significado dessas práticas para as famílias agricultoras e desencadear novos processos de formação sobre beneficiamento. A programação teve início com a apresentação dos participantes por município, em seguida todas foram convidadas a falar sobre os produtos que trouxeram para o encontro e depois colocá-los sobre o mapa do Polo, em cima do local onde está o seu município.

Durante esse exercício, as mulheres partilharam as suas estratégias e práticas e afirmaram que o beneficiamento surge como uma necessidade da sua própria sobrevivência na agricultura: “Para o doce, eu guardo o mamão já cortadinho no congelador, como a gente planta muito, eu sempre guardo, pois quem vive da agricultura como a gente, guardando, quando quer, sempre tem. Faço bastante beiju, bolo pé de moleque, lá em casa ninguém compra pão”, afirma Elizabeth Ananias Barbosa, conhecida como “Beta”, do Sítio Xique-Xique, município de Remígio. “Eu sou de Queimadas, e quando cheguei em Massaranduba me deu muita tristeza em ver tantas frutas se perdendo. Então comecei a conversar com a associação para saber como a gente poderia aproveitar. Participei de uma oficina do Sindicato e comecei a fazer as polpas, beneficiar frutas. Tem 3 anos que vendo para o PAA e PNAE, hoje na minha casa refrigerante eu não compro, quem chegar, a hora que chegar, vai tomar o suco, porque eu sempre tenho”, afirma Gerusa da Silva Marques, agricultora do Sítio Cachoeira de Pedra D’água, em Massaranduba-PB.

DSC06397Muitas agricultoras comercializam o excedente dessa produção nas feiras agroecológicas da região trabalhando com os princípios da economia solidária: “Esse pão que eu faço na feira custa cinco reais, mas se a companheira só tiver três, ela vai levar, e se ela tiver maracujá e eu não tiver, a gente troca”, contou Vanderli Florentino, conhecida como “Vanda”, do Assentamento Corredor, em Remígio.

A manhã terminou com uma rodada com depoimentos das mulheres e espaço para a troca de uma grande diversidade de receitas com produtos da agricultura familiar: colorau líquido e em pó, bolo de macaxeira, milho, batata e jerimum, molho de pimenta, pimenta em pó, queijo, cocada, tapioca, beiju, polpas, doces, licores e geléias de frutas nativas, xaropes e lambedores com plantas medicinais, pasta de coentro, suco de coco verde, bife de caju, bolo da casca de laranja e de banana, jaca frita, multimistura, jabuticaba cristalizada foram alguns dos exemplos.

A parte da tarde do primeiro dia do seminário foi iniciada com um trabalho em que os participantes se dividiram em três grupos: umbu, manga e laranja. Foram lançadas para os grupos as seguintes perguntas: Por que a família beneficia essa quantidade de produtos? Quais são os desafios no momento de beneficiar? O que podemos fazer para superar?

DSC06401O primeiro dia de evento foi encerrado com uma feira de produtos e experiências das agricultoras, que comercializaram e trocaram uma infinidade de produtos, experiências e receitas.

O segundo dia do evento foi aberto com a socialização dos trabalhos em grupo. Entre os principais motivos para beneficiar os produtos estão a preocupação em evitar o desperdício e aumentar o aproveitamento, a diversificação da alimentação da família e a garantia da procedência, qualidade e quantidade da alimentação durante o ano todo, além de evitar a compra e ainda gerar renda com a comercialização destes produtos.

Já entre os desafios levantados foram bastante citados: a burocracia dos programas governamentais de aquisição de alimentos e vigilância sanitária, o acesso a maquinário, a concorrência com os produtos vindos de fora ou industrializados, o armazenamento e acondicionamento, embalagem e transporte dos alimentos beneficiados e a desvalorização de alguns produtos e práticas. Pistas como a conscientização sobre a importância dessa prática e dos alimentos beneficiados em casa por meio de oficinas, promoção de mais momentos de troca de experiências, fortalecer as feiras agroecológicas e as sementes nativas, organização comunitária para a partilha de equipamentos e formação de novos grupos de beneficiamento foram levantadas durante os trabalhos em grupo.

DSC06448As agricultoras Enildes Soares dos Santos, “Nilda”, da comunidade Araçá, de Arara e Beta, do Sítio Xique-Xique, de Remígio apresentaram e debateram sobre as suas experiências no campo do beneficiamento, a primeira com o grupo de mulheres do qual participa, que beneficia frutas e a segunda com o beneficiamento familiar de uma diversidade de alimentos. Após esse momento, os assessores técnicos da AS-PTA e atores Afrânio Pereira de Azevedo e Edson Possidônio da Silva encenaram um esquete em que, de forma descontraída, representaram um casal de agricultores feirantes (“Jurema” e “Zé Bedeu”) que prepara seus produtos sem nenhum cuidado com a higiene e a limpeza do ambiente.

A peça foi usada para provocar um debate e uma reflexão sobre as boas práticas no beneficiamento e a construção coletiva de normas básicas de higiene para a preparação e a comercialização de produtos. O encontro foi encerrado com o momento de encaminhamentos e planejamento regional de ações no campo do beneficiamento e com uma mística final.

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Grupo Coletivo Triunfo discute e desenvolve ferramentas para manejo ecológico de solo http://aspta.org.br/2015/06/02/grupo-coletivo-triunfo-discute-e-desenvolve-ferramentas-para-manejo-ecologico-de-solo/ http://aspta.org.br/2015/06/02/grupo-coletivo-triunfo-discute-e-desenvolve-ferramentas-para-manejo-ecologico-de-solo/#respond Tue, 02 Jun 2015 23:06:17 +0000 http://aspta.org.br/?p=11890 Leia mais]]> DSC05618No último dia 21 de maio, o Grupo Coletivo Triunfo se reuniu na comunidade de Guaiaca dos Pretos no Município de São João do Triunfo-PR e na propriedade da família Paizani. Estiveram presentes em torno de 40 pessoas que fazem o Coletivo Triunfo. O Grupo se reuniu na sede da Associação e as atividades tiveram início com debate sobre manejo ecológico de solos animado por Fábio Pereira, assessor técnico da AS-PTA e por André Carvalho, professor da Universidade Federal de Viçosa.

Carvalho realizou de maneira simples e dinâmica uma palestra sobre o funcionamento e a importância do pó de rocha para os sistemas agrícolas. E demostrou com os agricultores que o uso de pós de rocha associados a adubos verdes e sementes crioulas são ferramentas de fundamental importância para a sustentabilidade da agricultura familiar e da agroecologia. Em seguida os agricultores e agricultoras puderam contribuir com a instalação de uma área experimental, na sede da associação, onde será avaliado coletivamente o efeito de pós de rocha associados aos adubos verdes de inverno.

DSC05625Na parte da tarde, o Grupo seguiu para a propriedade da família Paizani onde foi realizada uma pequena oficina sobre biofertilizantes, neste caso, o supermagro. A oficina que foi conduzida pelos assessores técnicos da AS-PTA contou com a contribuição de todos os participantes.

“O intuito desta atividade foi trazer para os agricultores e agricultoras familiares da região, ferramentas de baixo custo e de boa eficiência para lhes auxiliar na manutenção e evolução de seus sistemas de produção. Permitindo assim boa produtividade, rentabilidade e um manejo que respeite as peculiaridades ambientais de cada propriedade”, analisa Fábio Pereira.

 

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Programa de Agricultura Urbana do Rio de Janeiro visita experiências do Polo da Borborema na Paraíba http://aspta.org.br/2015/06/02/programa-de-agricultura-urbana-do-rio-de-janeiro-visita-experiencias-do-polo-da-borborema-na-paraiba/ http://aspta.org.br/2015/06/02/programa-de-agricultura-urbana-do-rio-de-janeiro-visita-experiencias-do-polo-da-borborema-na-paraiba/#respond Tue, 02 Jun 2015 21:52:24 +0000 http://aspta.org.br/?p=11880 Leia mais]]> 10341669_1078572288824157_5268148942859079573_n“Antes da AS-PTA eu era uma agricultora invisível! Eu fico até emocionada em dizer isso, mas é verdade”, com essa frase, Dona Juliana Medeiros Diniz, paraibana que atualmente reside em Magé, município da região metropolitana do Rio de Janeiro, arrancou sorrisos e olhos marejados de agricultores e técnicos da AS-PTA que visitavam a propriedade de Marinalva Belarmino, no assentamento Junco em Remígio-PB. Afim de conhecer a organização e como os trabalhos com comissões temáticas se desenvolvem na região do Polo da Borborema, técnicos e agricultores do programa de Agricultura Urbana, estiveram na Paraíba visitando experiências e compartilhando saberes.

Com 16 anos de existência, o programa de Agricultura Urbana da AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia, com sede no estado do Rio de Janeiro, estimula o aproveitamento de pequenos espaços em comunidades periurbanas e até dentro da cidade para o cultivo de alimentos, plantas medicinais e criações de animais, sob um enfoque agroecológico. Entre os dias 20 e 22 de maio, a comitiva que contou com 12 agricultores e 11 técnicos do programa, visitou propriedades nas cidades de Remígio, Queimadas e Massaranduba.

Na quinta-feira, segundo dia de visita, no assentamento Junco em Remígio, os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer a experiência de Nalva e sua família. Visitando a propriedade, os técnicos e agricultores conheceram tecnologias sociais como a cisterna calçadão, os canteiros econômicos e o rico arredor de casa que Nalva cuida com muita dedicação. Também foi apresentado o trabalho da Comissão de Saúde e Alimentação e a organização das mulheres do Polo, em ações como a Marcha Pela Vida das Mulheres e Pela Agroecologia e o Comitê Ana Alice. Essas ações impressionaram os visitantes, não só pela organização, pelo o número de mulheres envolvidas, mas também e principalmente pelo empoderamento das mulheres agricultoras da região.

10384916_1078572258824160_5472835224048694668_nAinda no mesmo dia, o grupo conheceu a experiência do jovem Alex da Silva Marques, na comunidade de Cachoeira de Pedra D’água em Massaranduba. Com apenas 17 anos, Alex já tem seus próprios animais, conquistados por meio do Fundo Rotativo Solidário voltado para os jovens da comunidade. Além disso, é coletor de sementes e com o kit recebido, agora também tem seu próprio viveiro. A união da família no trabalho e a organização da experiência da juventude, apresentada em meio a visita pela jovem Mônica Lourenço, moradora do Assentamento Caiana e secretária do Sindicado de Trabalhadores Rurais de Massaranduba, foram pontos importantes da visita.

Durante a excursão, os agricultores, agricultoras e técnicos ainda conheceram as experiências com o trabalho dos Bancos de Sementes Comunitários e as questões de acesso a mercados por meio da organização da Ecoborborema e da rede de feiras agroecológicas. Marcio Mattos, coordenador do programa, esteve na visita do programa a Paraíba e falou sobre a importância da troca de experiências e como entender os processos desenvolvidos na região servirão para ajudar nas dinâmicas do trabalho com o programa no Rio. “O objetivo principal dessa visita é ver como se organiza o trabalho aqui, não é um intercâmbio técnico, mas no sentido de entender essa organização e assim avançar na agroecologia”, completa o coordenador.

10408550_765945886852723_2042597955579483976_nLideranças dos municípios onde o Programa de Agricultura Urbana funciona, os agricultores levarão as experiências e vivências adquiridas no Polo para continuar e fortalecer o seu trabalho. O Programa atua ativamente no fomento e animação da Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro (AARJ), uma rede de organizações da sociedade civil e órgãos públicos voltada à promoção da agroecologia no estado e integra a Rede Aguila (Rede Latino-americana de Agricultura Urbana).

 

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Seminário Regional reúne em Lagoa Seca Jovens Viveiristas e Coletores de sementes do Polo da Borborema http://aspta.org.br/2015/06/02/seminario-regional-reune-em-lagoa-seca-jovens-viveiristas-e-coletores-de-sementes-do-polo-da-borborema/ http://aspta.org.br/2015/06/02/seminario-regional-reune-em-lagoa-seca-jovens-viveiristas-e-coletores-de-sementes-do-polo-da-borborema/#respond Tue, 02 Jun 2015 19:58:07 +0000 http://aspta.org.br/?p=11869 Leia mais]]> jovens coletoresO Convento Ipuarana em Lagoa Seca, recebeu no dia 20 de maio, jovens agricultores do Polo da Borborema em mais um momento de formação. Afim de valorizar e fortalecer o trabalho de rearborização e a rede de coletores de sementes com a juventude, o Seminário contou com a presença de cerca de 40 participantes.

Após a mística de abertura que retratou a produção de mudas, os objetivos do encontro foram apresentados. Entre eles a valorização do trabalho da juventude Camponesa, o trabalho de rearborização com plantas nativas na região, aprofundamento de conhecimentos relativos à coleta e ao armazenamento de sementes, além de um debate sobre a gestão dos viveiros municipais e familiares.

Em seguida, Ana Paula Cândido, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Queimadas e integrante da Comissão de Jovens do Polo da Borborema, apresentou o trabalho da Campanha de Fortalecimento da Agricultura Familiar, e sua importância na consolidação da identidade dos jovens e crianças camponesas. O trabalho que acontece desde 2002, está presente em 13 municípios do Polo da Borborema e “vem servindo para dar autonomia aos jovens, além de envolvê-los nos trabalhos das comissões temáticas do Polo”, frisou Ana Paula.

Um quarto momento apresentou perguntas para nortear discussões em grupo. Divididos entre dois ou três municípios, os jovens deveriam responder aos seguintes questionamentos: Como estamos percebendo o meio ambiente em nossa região? E como a juventude está se inserindo no tema da rearborização? A devolução dos grupos, serviu para entender a dinâmica dos trabalhos que vem sendo feitos nos municípios junto com a juventude.

jovens coletoresA tarde começou com depoimentos dos jovens agricultores Erivan Alves, do Sítio Floriano em Lagoa Seca e Adailma Pereira, do sítio Capoeiras em Queimadas. A jovem Adailma contou sobre sua experiência de trabalho no Sindicato, a importância da Campanha no fortalecimento da sua identidade como agricultora e ainda seus trabalhos em outras comissões temáticas, como a de rearborização, o que possibilitou que hoje ela seja uma das viveiristas da rede de viveiros do Polo. Suas histórias de vida, seu trabalho como jovens agricultores e a importância da Campanha para eles, fazem dos dois exemplos a serem seguidos pela juventude camponesa da região.

Maria da Penha Batista, responsável pelo viveiro do Videl em Solânea, continuou o debate fazendo um resgate histórico da rede de viveiros do Polo. Apresentando as metodologias do trabalho e os passos que foram dados até o atual estágio da rede, que conta com 7 unidades instaladas e tem capacidade anual de produção de cerca de 130 mil mudas. O momento serviu também como incentivo para que a produção de mudas nativas e consequentemente a rearborização fossem continuadas pelos jovens.

jovens coletoresPor fim, foi feita apresentação de uma panorâmica dos trabalhos que vem sendo feitos nos municípios foram elencados encaminhamentos. Entre eles: a ampliação das redes de coletores de sementes nos municípios, reuniões para discussão sobre as gestões dos viveiros, o envolvimento dos pais nas coletas de sementes, a entrega dos kits de viveiristas aos jovens, além de uma oficina regional sobre produção de mudas frutíferas a ser realizado em junho, e visitas de intercâmbio para os estados de Pernambuco e Rio Grande do Norte nos meses de julho e Agosto.

 

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