Lideranças do Polo da Borborema lançam a VII Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia

12226573_888694984560510_765148801_nNo dia 11 de novembro, agricultoras, agricultores, lideranças sindicais e assessores da AS-PTA se reuniram com a direção do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Areial-PB no município, para dar início ao processo preparatório da VII Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia.

Nesse primeiro momento, os diretores e diretoras do Sindicato puderam refletir sobre o significado da Marcha para a vida das mulheres, mas também para a ação sindical. Dona Lúcia, emocionada, relembrou sua história de violência doméstica e os caminhos que percorreu para superá-la: “Meu marido bebia e, quando chegava em casa, me batia e quebrava tudo. Sofria muito para poder esconder essa situação dos meus seis filhos. Até o dia que dei um basta e chamei a polícia.” Sem dúvida, dona Lúcia não estava só, muitos outros casos foram aparecendo e a Marcha foi ganhando força e necessidade.

Zeneide Granjeiro, presidente do Sindicato de Areial, sintetizou o significado da Marcha para a direção da entidade: “ A Marcha é um movimento importantíssimo para as mulheres. No dia da Marcha elas saem de casa na esperança de libertação de alguma opressão que está vivendo no sítio, em sua casa. A Marcha mexe com a gente, encoraja a gente, as mulheres estão lá falando, estão escutando, estão se identificando naquela violência e encontram caminho para superação. A Marcha também é um desafio para o Sindicato. É a oportunidade de nos fortalecermos e fortalecer nossas ações, de fortalecer parcerias. É a oportunidade do Sindicato chegar mais perto das mulheres.”

Marlene Pereira, vice-presidente do Sindicato de Lagoa Seca, município que sediou a Marcha em 2015, também esteve presente para partilhar a experiência do seu município: “A Marcha é um momento de formação importante, de envolver e sensibilizar os homens da direção, a juventude. Tivemos uma experiência importante no município que foi envolver a Secretaria de Educação. Para tratar e superar as desigualdades, precisamos conversar também com as crianças. Costumo dizer, a Marcha não é só no dia, ela começa no dia seguinte, trazendo as mulheres para o Sindicato, valorizando e dando visibilidade ao seu trabalho”.

Ao final da reunião, as lideranças do Polo da Borborema, da Comissão de Saúde e Alimentação e do Sindicato de Areial assumiram o compromisso de dar seguimento ao processo preparatório construindo uma agenda comum de atuação. Com o grito “Pela vida das mulheres e pela Agroecologia”, todos saíram animados com a possibilidade da realização de mais uma Marcha.

 

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