janeiro 2020 – AS-PTA http://aspta.org.br Fri, 05 Feb 2021 13:07:05 +0000 pt-BR hourly 1 Comissão de Sementes do Polo da Borborema debate o fortalecimento de consórcios agroecológicos e revitalização de culturas de renda na região http://aspta.org.br/2020/01/27/comissao-de-sementes-do-polo-da-borborema-debate-o-fortalecimento-de-consorcios-agroecologicos-e-revitalizacao-de-culturas-de-renda-na-regiao/ http://aspta.org.br/2020/01/27/comissao-de-sementes-do-polo-da-borborema-debate-o-fortalecimento-de-consorcios-agroecologicos-e-revitalizacao-de-culturas-de-renda-na-regiao/#respond Tue, 28 Jan 2020 00:10:18 +0000 http://aspta.org.br/?p=17969 Leia mais]]> A Comissão de Sementes do Polo da Borborema realizou no dia 23 de janeiro, sua primeira reunião de 2020, com representantes dos mais de 60 Bancos de Sementes Comunitários do território de atuação do Polo, uma articulação de 13 sindicatos de trabalhadores rurais. O encontro teve como objetivos debater a implementação de uma nova ação no território que visa o fortalecimento dos consórcios agroecológicos e a revitalização de antigas culturas de renda no território da Borborema, a exemplo do algodão, da batatinha, da mandioca e da erva-doce, todas em bases agroecológicas.

Divididos em grupos por regiões e seus microclimas, os participantes fizeram desenhos dos seus roçados diversificados e descreveram as formas de plantio e manejo dos consórcios mais comuns, em seguida apresentaram para a plenária e fizeram observações do conjunto. “A gente percebe muitas diferenças no ambiente, em um lugar a chuva é mais prolongada, no outro já é mais passageira, em um as folhas costumam a cair, no outro já não, são diferenças ambientais importantes e as pessoas vão aprendendo a conviver e se adaptando a partir das características do seu lugar”, observou Euzébio Cavalcanti, do Assentamento Queimadas, e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município de Remígio.

A iniciativa dos consórcios agroecológicos visa ainda o fortalecimento da ação com as sementes locais, ou ‘Sementes da Paixão’, como são conhecidas na Paraíba, promovendo a ampliação do beneficiamento e empacotamento dos derivados do milho não transgênico e das sementes crioulas e o resgate de variedades das Sementes da Paixão. “É preciso que os consórcios estejam vinculados aos Bancos de Sementes Comunitários, o trabalho será feito nos locais onde já existem os bancos, até para ajudar a animar aqueles onde existe alguma dificuldade”, explicou Emanoel Dias, assessor técnico do Núcleo de Sementes da AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia.

O projeto beneficiará 200 famílias ao final de dois anos e meio e conta com o apoio do Instituto C&A. Para a comercialização específica do algodão, existe a parceria com a Organic Cotton Collors, que após diálogo estabeleceu uma série de acordos com o projeto, entre eles o de não comprar de famílias que não estejam articuladas em grupo e o de pagar um adicional de 30% no valor do produto orgânico certificado ou em transição agroecológica.

Ainda em 2019, em uma ação piloto, 12 famílias da região venderam sua produção que somada chega a seis hectares em sistemas de consórcios de algodão agroecológico por um valor de R$ 7.150, apenas da pluma, pois o caroço foi devolvido para que sejam usados na alimentação das criações e para o plantio do ano seguinte.

No encontro, foram definidas ainda com o grupo um conjunto de atividades de acompanhamento e monitoramento da Rede de Bancos do Polo da Borborema. Além de algumas atividades municipais para sensibilização da organização dos consórcios agroecológicos.

Ao final da reunião, foi feito o lançamento da Cartilha de Receitas de Milho da Paixão, 100% livre de transgênicos e agrotóxicos, criada para divulgar a produção do milho crioulo e valorizar as receitas das agricultoras e agricultores que trabalham com beneficiamento.

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Governo da Bahia publica estudos sobre agricultura familiar com base no método Lume http://aspta.org.br/2020/01/10/governo-da-bahia-publica-estudos-sobre-agricultura-familiar-com-base-no-metodo-lume/ http://aspta.org.br/2020/01/10/governo-da-bahia-publica-estudos-sobre-agricultura-familiar-com-base-no-metodo-lume/#respond Fri, 10 Jan 2020 12:20:17 +0000 http://aspta.org.br/?p=17953 Leia mais]]> A Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), órgão do governo da Bahia, publicou, em novembro de 2019, o Caderno Pró-semiárido LUME: aplicação da metodologia Lume em agroecossistemas assessorados pelo Pró-semiárido. A publicação, organizada por Carlos Henrique Ramos, gerente de desenvolvimento produtivo e de mercados do Programa Pró-semiárido, reúne estudos desenvolvidos por técnicos e técnicas de organizações não governamentais e da CAR que atuam em comunidades da agricultura familiar do semiárido baiano.

As comunidades são beneficiárias diretas do Pró-semiárido, programa implantado desde 2015 em três territórios de identidade do semiárido baiano. Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) através da CAR, o Pró-Semiárido resulta de um acordo de empréstimo com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) da Organização das Nações Unidas (ONU) e tem suas ações executadas por organizações não governamentais.

No início de 2019, a CAR estabeleceu parceria com a AS-PTA – Agricultura Familiar e Agroecologia para a execução de um processo de capacitação sobre o método Lume, envolvendo técnicos e técnicas da CAR e das organizações não governamentais que assessoram diretamente as comunidades.

A capacitação foi concebida como um processo continuado no período de um ano e meio. Ela intercala atividades presenciais com exercícios a campo para a aplicação dos conceitos e instrumentos propostos no método. Assim concebido, o processo vem se dando de forma combinada com o monitoramento/sistematização dos efeitos da ação do Pró-Semiárido sobre a realidade econômica das famílias agricultoras. Em 2019, foram realizados três módulos presenciais de capacitação. Entre os módulos, as equipes das entidades exercitaram o método por meio da realização de estudos nas comunidades assessoradas pelo Pró-Semiárido. Os artigos reunidos no caderno trazem alguns dos resultados desses estudos. Eles evidenciam os efeitos positivos da integração das famílias a processos locais de inovação agroecológica apoiados pelo Pró-Semiárido. Os estudos mostram a complexidade e a importância da agricultura camponesa do semiárido baiano, bem como sua grande capacidade de responder aos estímulos de políticas e programas públicos.

O caderno apresenta a síntese de 12 estudos que abordam temas variados, como a construção do protagonismo das mulheres e de jovens na gestão dos agroecossistemas, o aumento dos níveis de autonomia da agricultura familiar associado à intensificação produtiva promovida pelas trajetórias de inovação agroecológica.

Segundo Paulo Petersen, coordenador executivo da AS-PTA, “ as equipes das ONGs e da CAR apreenderam os conceitos e os instrumentos que integram o método Lume. Acreditamos que isso contribuirá para qualificar o seu trabalho de assessoria às famílias e às comunidades”. Os principais resultados dos estudos realizados serão apresentados e debatidos em um seminário no mês de março, atividade que marcará a finalização deste ciclo de capacitação sobre o Lume.

 

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