Rearborização como estratégia de fortalecimento da Agricultura Familiar na Paraíba

Há mais de 10 anos a AS-PTA e o Polo da Borborema vêm intensificando os processos de arborização das propriedades junto às famílias agricultoras na região da Borborema. Por muitos anos, a produção das mudas esteve concentrada no viveiro da AS-PTA, que as encaminhava aos sindicatos para a distribuição e experimentação nas propriedades. O sucesso dessa iniciativa fez com que alguns municípios começassem a estimular a estruturação de viveiros familiares para construir autonomia e agilidade nas ações de combate à desertificação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Contudo, a água para a manutenção das iniciativas individuais ainda era um problema a ser superado na região.

Em 2010, com o apoio do Projeto Agroecologia na Borborema, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Ambiental, foi possível estruturar um conjunto de viveiros comunitários e melhor organizar a demanda dos municípios. Dessa forma, está se fortalecendo na região uma Rede de Viveiros, facilitando todo o processo de coleta de sementes, o planejamento da produção, distribuição e troca de mudas, além da organização comunitária ajudar a construir soluções para a manutenção desses viveiros. Para fortalecer o trabalho, foram ainda realizadas diversas reuniões comunitárias de modo a fomentar a reflexão sobre a problemática ambiental e os benefícios do processo de arborização para as propriedades familiares.

Segundo Emanoel Dias, da AS-PTA: Nossa ideia agora é retomar o diálogo com os municípios na perspectiva de intensificar essa distribuição para as propriedades e ao mesmo tempo gerar referências a partir das experiências das famílias que conseguiram amenizar os efeitos ambientais.

Em março de 2011, foi realizada uma reunião regional para revisão das estratégias desenvolvidas em 2010 e organizar as ações no novo ano. Para tanto, representantes dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais (STRs) de diversos municípios da Borborema (Arara, Remígio, Solânea, Lagoa seca, Montadas, Areial, Lagoa de Roça, Queimadas e Alagoa Nova) se reuniram com organizações públicas (Embrapa Algodão) e parceiras (AS-PTA e Arribaçã) para fazer o planejamento deste ano.

O encontro começou com a apresentação da problemática ambiental que atinge a região. A grande concentração das terras e os constantes ciclos econômicos motivadores das monoculturas foram apontados como os principais elementos causadores do desmatamento. Como impactos para a vida da agricultura familiar foram diagnosticados: o aumento das pragas e doenças nas lavouras; a elevada concentração de animais em pequenas áreas da agricultura, provocando um sobrepastejo; o assoreamento dos rios e riachos e o desaparecimento das nascentes; o desaparecimento dos animais silvestres; o desequilíbrio climático (hoje ninguém sabe quando inicia ou termina o inverno, comenta o agricultor Zé Leal); a elevação da temperatura e o empobrecimento e a erosão dos solos.

Para completar essa devastação tem os venenos para matar todo tipo de mato. Eles são usados na formação de roçado, nas áreas de criação de animais, nas plantações de frutas e verduras. Essas medidas para viabilizar o agronegócio vão sem dúvida matar as futuras gerações e a vida no planeta, desabafa Zé Leal, agricultor de Lagoa Seca.

Após o diagnóstico, foram elaboradas algumas propostas para tentar reverter esse quadro de degradação ambiental, tais como: incentivo ao fortalecimento dos consórcios (com árvores associadas aos campos de palma e aos cultivos agrícolas); plantio de árvores para a constituição de cercas vivas; implantação de pequenas matinhas (bosques) nas comunidades para aumento da disponibilidade de lenha, forragem, estacas, frutas, medicinais e aumento da matéria orgânica; intensificação do plantio de espécies de múltiplos usos dispersas nos espaços na propriedade; e estímulo ao pousio de áreas para recuperação das árvores.

Também foi apontada a necessidade de realizar novas visitas de intercâmbio e reuniões comunitárias para aprofundar a leitura das questões ambientais e intensificar novos processos de experimentação. Além disso, construir políticas públicas que favoreçam a arborização e a recuperação das áreas e lutar contra as alterações do código florestal.

Na Borborema, está prevista ainda para 2011 a implantação de 150 bosques (matinhas) e 10.000 m² de cercas vivas, bem como a intensificação do plantio de mudas e estacas para os diversos fins nas propriedades familiares.

Alguns resultados são animadores, como o de Lídio, do STR de Lagoa Seca: Há mais ou menos seis anos, implantei uma pequena matinha com diversas plantas nativas e adaptadas. Hoje estou muito feliz, porque os pássaros estão de volta, já fiz forragens várias vezes e muitas famílias já pegaram estacas de gliricídia para plantar nas suas comunidades.

 

Rearborização como estratégia de fortalecimento da Agricultura Familiar na Paraíba

Há mais de 10 anos a AS-PTA e o Polo da Borborema vêm intensificando os processos de arborização das propriedades junto às famílias agricultoras na região da Borborema. Por muitos anos, a produção das mudas esteve concentrada no viveiro da AS-PTA, que as encaminhava aos sindicatos para a distribuição e experimentação nas propriedades. O sucesso dessa iniciativa fez com que alguns municípios começassem a estimular a estruturação de viveiros familiares para construir autonomia e agilidade nas ações de combate à desertificação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Contudo, a água para a manutenção das iniciativas individuais ainda era um problema a ser superado na região.

Em 2010, com o apoio do Projeto Agroecologia na Borborema, patrocinado pela Petrobras Ambiental, foi possível estruturar um conjunto de viveiros comunitários e melhor organizar a demanda dos municípios. Dessa forma, está se fortalecendo na região uma Rede de Viveiros, facilitando todo o processo de coleta de sementes, o planejamento da produção, distribuição e troca de mudas, além da organização comunitária ajudar a construir soluções para a manutenção desses viveiros. Para fortalecer o trabalho, foram ainda realizadas diversas reuniões comunitárias de modo a fomentar a reflexão sobre a problemática ambiental e os benefícios do processo de arborização para as propriedades familiares.

Segundo Luciano Silveira, da AS-PTA: Nossa ideia agora é retomar o diálogo com os municípios na perspectiva de intensificar essa distribuição para as propriedades e ao mesmo tempo gerar referências a partir das experiências das famílias que conseguiram amenizar os efeitos ambientais.

Em março de 2011, foi realizada uma reunião regional para revisão das estratégias desenvolvidas em 2010 e organizar as ações no novo ano. Para tanto, representantes dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais (STRs) de diversos municípios da Borborema (Arara, Remígio, Solânea, Lagoa seca, Montadas, Areial, Lagoa de Roça, Queimadas e Alagoa Nova) se reuniram com organizações públicas (Embrapa Algodão) e parceiras (AS-PTA e Arribaçã) para fazer o planejamento deste ano.

O encontro começou com a apresentação da problemática ambiental que atinge a região. A grande concentração das terras e os constantes ciclos econômicos motivadores das monoculturas foram apontados como os principais elementos causadores do desmatamento. Como impactos para a vida da agricultura familiar foram diagnosticados: o aumento das pragas e doenças nas lavouras; a elevada concentração de animais em pequenas áreas da agricultura, provocando um sobrepastejo; o assoreamento dos rios e riachos e o desaparecimento das nascentes; o desaparecimento dos animais silvestres; o desequilíbrio climático (hoje ninguém sabe quando inicia ou termina o inverno, comenta o agricultor Zé Leal); a elevação da temperatura e o empobrecimento e a erosão dos solos.

Para completar essa devastação tem os venenos para matar todo tipo de mato. Eles são usados na formação de roçado, nas áreas de criação de animais, nas plantações de frutas e verduras. Essas medidas para viabilizar o agronegócio vão sem dúvida matar as futuras gerações e a vida no planeta, desabafa Zé Leal, agricultor de Lagoa Seca.

Após o diagnóstico, foram elaboradas algumas propostas para tentar reverter esse quadro de degradação ambiental, tais como: incentivo ao fortalecimento dos consórcios (com árvores associadas aos campos de palma e aos cultivos agrícolas); plantio de árvores para a constituição de cercas vivas; implantação de pequenas matinhas (bosques) nas comunidades para aumento da disponibilidade de lenha, forragem, estacas, frutas, medicinais e aumento da matéria orgânica; intensificação do plantio de espécies de múltiplos usos dispersas nos espaços na propriedade; e estímulo ao pousio de áreas para recuperação das árvores.

Também foi apontada a necessidade de realizar novas visitas de intercâmbio e reuniões comunitárias para aprofundar a leitura das questões ambientais e intensificar novos processos de experimentação. Além disso, construir políticas públicas que favoreçam a arborização e a recuperação das áreas e lutar contra as alterações do código florestal.

Rearborização como estratégia de fortalecimento da Agricultura Familiar na Paraíba

 

Há mais de 10 anos a AS-PTA e o Polo da Borborema vêm intensificando os processos de arborização das propriedades junto às famílias agricultoras na região da Borborema. Por muitos anos, a produção das mudas esteve concentrada no viveiro da AS-PTA, que as encaminhava aos sindicatos para a distribuição e experimentação nas propriedades. O sucesso dessa iniciativa fez com que alguns municípios começassem a estimular a estruturação de viveiros familiares para construir autonomia e agilidade nas ações de combate à desertificação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Contudo, a água para a manutenção das iniciativas individuais ainda era um problema a ser superado na região.

 

Em 2010, com o apoio do Projeto Agroecologia na Borborema, patrocinado pela Petrobras Ambiental, foi possível estruturar um conjunto de viveiros comunitários e melhor organizar a demanda dos municípios. Dessa forma, está se fortalecendo na região uma Rede de Viveiros, facilitando todo o processo de coleta de sementes, o planejamento da produção, distribuição e troca de mudas, além da organização comunitária ajudar a construir soluções para a manutenção desses viveiros. Para fortalecer o trabalho, foram ainda realizadas diversas reuniões comunitárias de modo a fomentar a reflexão sobre a problemática ambiental e os benefícios do processo de arborização para as propriedades familiares.

 

Segundo Luciano Silveira, da AS-PTA: Nossa ideia agora é retomar o diálogo com os municípios na perspectiva de intensificar essa distribuição para as propriedades e ao mesmo tempo gerar referências a partir das experiências das famílias que conseguiram amenizar os efeitos ambientais.

 

Em março de 2011, foi realizada uma reunião regional para revisão das estratégias desenvolvidas em 2010 e organizar as ações no novo ano. Para tanto, representantes dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais (STRs) de diversos municípios da Borborema (Arara, Remígio, Solânea, Lagoa seca, Montadas, Areial, Lagoa de Roça, Queimadas e Alagoa Nova) se reuniram com organizações públicas (Embrapa Algodão) e parceiras (AS-PTA e Arribaçã) para fazer o planejamento deste ano.

 

O encontro começou com a apresentação da problemática ambiental que atinge a região. A grande concentração das terras e os constantes ciclos econômicos motivadores das monoculturas foram apontados como os principais elementos causadores do desmatamento. Como impactos para a vida da agricultura familiar foram diagnosticados: o aumento das pragas e doenças nas lavouras; a elevada concentração de animais em pequenas áreas da agricultura, provocando um sobrepastejo; o assoreamento dos rios e riachos e o desaparecimento das nascentes; o desaparecimento dos animais silvestres; o desequilíbrio climático (hoje ninguém sabe quando inicia ou termina o inverno, comenta o agricultor Zé Leal); a elevação da temperatura e o empobrecimento e a erosão dos solos.

 

Para completar essa devastação tem os venenos para matar todo tipo de mato. Eles são usados na formação de roçado, nas áreas de criação de animais, nas plantações de frutas e verduras. Essas medidas para viabilizar o agronegócio vão sem dúvida matar as futuras gerações e a vida no planeta, desabafa Zé Leal, agricultor de Lagoa Seca.

 

Após o diagnóstico, foram elaboradas algumas propostas para tentar reverter esse quadro de degradação ambiental, tais como: incentivo ao fortalecimento dos consórcios (com árvores associadas aos campos de palma e aos cultivos agrícolas); plantio de árvores para a constituição de cercas vivas; implantação de pequenas matinhas (bosques) nas comunidades para aumento da disponibilidade de lenha, forragem, estacas, frutas, medicinais e aumento da matéria orgânica; intensificação do plantio de espécies de múltiplos usos dispersas nos espaços na propriedade; e estímulo ao pousio de áreas para recuperação das árvores.

 

Também foi apontada a necessidade de realizar novas visitas de intercâmbio e reuniões comunitárias para aprofundar a leitura das questões ambientais e intensificar novos processos de experimentação. Além disso, construir políticas públicas que favoreçam a arborização e a recuperação das áreas e lutar contra as alterações do código florestal.

 

Na Borborema, está prevista ainda para 2011 a implantação de 150 bosques (matinhas) e 10.000 m² de cercas vivas, bem como a intensificação do plantio de mudas e estacas para os diversos fins nas propriedades familiares.

 

Alguns resultados são animadores, como o de Lídio, do STR de Lagoa Seca: Há mais ou menos seis anos, implantei uma pequena matinha com diversas plantas nativas e adaptadas. Hoje estou muito feliz, porque os pássaros estão de volta, já fiz forragens várias vezes e muitas famílias já pegaram estacas de gliricídia para plantar nas suas comunidades.

 

Na Borborema, está prevista ainda para 2011 a implantação de 150 bosques (matinhas) e 10.000 m² de cercas vivas, bem como a intensificação do plantio de mudas e estacas para os diversos fins nas propriedades familiares.

Alguns resultados são animadores, como o de Lídio, do STR de Lagoa Seca: Há mais ou menos seis anos, implantei uma pequena matinha com diversas plantas nativas e adaptadas. Hoje estou muito feliz, porque os pássaros estão de volta, já fiz forragens várias vezes e muitas famílias já pegaram estacas de gliricídia para plantar nas suas comunidades.

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