Evento em Campina Grande-PB debaterá o papel das Raças Nativas na Agricultura Familiar Agroecológica e na conservação da biodiversidade

Será realizado entre os dias 14 e 16 de agosto de 2018, na sede do Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTIC) em Campina Grande (PB), a Oficina Raças Nativas na Agricultura Familiar Agroecológica.  O evento é fruto da articulação envolvendo agricultoras e agricultores guardiões das raças locais, organizações, movimentos sociais, entidades de assessoria técnica, redes de pesquisa, instituições de ensino e de ciência e tecnologia. Cerca de 200 representantes destes segmentos participarão do evento que é uma realização do Grupo de Trabalho de Criação Animal da Articulação do Semiárido Paraibano – ASA Paraíba e do Insa, em parceria com a Rede Paraibana de Núcleos de Agroecologia.

A proposta metodológica da Oficina se baseará na troca de saberes tradicional e científico para a construção de conhecimentos, na indicação das demandas de pesquisas básicas e aplicadas, e na formação e difusão de tecnologias sobre a conservação e das raças nativas criadas e manejadas historicamente pelas famílias agricultoras do Semiárido brasileiro. Para tanto, a programação está dividida entre conferências, mesas redondas e debates. Mas, também utilizará uma metodologia participativa que promoverá a apresentação das experiências pelas famílias guardiãs e troca de saberes entre agricultoras/es, pesquisadoras/es, técnicas/os e estudantes, por meio dos Carrosséis de Experiências e de Rodas de Diálogos, visando o aprofundamento da reflexão sobre as raças locais para aumentar a resiliência dos agroecossistemas familiares no Semiárido brasileiro. Estudantes e pesquisadores farão ainda a apresentação de trabalhos científicos no segundo dia de evento. Um concurso de fotografias premiará três melhores imagens de animais nativos.

As raças de animais locais ou crioulas têm como características principais a produção em diferentes condições ambientais, a exemplo do Semiárido brasileiro, e apresentam boa capacidade de adaptação, rusticidade e resistência, além de serem responsáveis por boa parte da alimentação das famílias agricultoras camponesas em todo o mundo. Segundo o Informe Mundial sobre Recursos Zoogenéticos da FAO, órgão das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, de 2010, estima-se que cerca de 20% das raças estão em perigo de extinção.

E diante das mudanças climáticas e de um quadro de extrema pobreza e fome no mundo, a FAO recomenda no seu Plano de Ação Mundial sobre os Recursos Zoogenéticos aos diversos países desenvolverem esforços no sentido de combater a erosão da diversidade genética animal e utilizarem de forma sustentável os recursos zoogenéticos locais. Estimula também ações de cooperação e integração em nível nacional e internacional no sentido de buscar assegurar a riqueza mundial de biodiversidade animal para as gerações futuras.

A Oficina Raças Nativas na Agricultura Familiar Agroecológica tem o apoio da Finep – Financiadora de Estudos e Projetos, Coordenadora Ecumênica de Serviço – Cese, Universidade Estadual da Paraíba – UEPB e do Centro Vocacional Tecnológico de Agroecologia e Produção Orgânica: Agrobiodiversidade do Semiárido – CVT.

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