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Convite e Músicas para marchar: material de sensibilização da IV Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia

As agricultoras do Polo da Borborema produziram uma chamada que foi amplamente divulgada nos programas de rádio do território, no programa regional do Polo da Borborema e também foi utilizada para sensibilização do público da cidade.

Escute:
Convite à IV Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia

Para a marcha ganhar força e coesão, as músicas foram um ponto forte.

Apelo de Mulher
(Gilvanisa Maia)

Não sou escrava, nem sou objeto
Para se fazer de mim o que bem quer
Não tenho dono, não sou propriedade
Eu quero liberdade, me deixa ser mulher

(Refrão)
Eu quero ser, me deixa ser
O que mereço
Eu quero ser quem sou
Eu tenho meu valor
E este não tem preço

Eu quero ser amiga e companheira
Quero mostrar a força do amor
Quero viver como tenho direito
Não quero preconceito
Me deixa ser quem sou

(Refrão)

Eu quero ter uma vida decente
Também sou gente
Foi Deus que assim me quis
Vou construir uma linda história
Celebrar a vitória
Me deixa ser feliz

(Refrão)

Sem medo de ser mulher
(Zé Pinto)

Pra mudar a sociedade
Do jeito que a gente quer
Participando sem medo
De ser mulher.(2X)

Por que a luta não é só dos companheiros
Participando sem medo ser mulher.
Pisando firme sem medir nenhum segredo
Participando sem medo ser mulher.

Pois sem mulher a luta vai pala metade
Participando sem medo ser mulher.
Fortalecendo os movimentos populares
Participando sem medo ser mulher.

Na aliança operaria e camponesa
Participando sem medo ser mulher.
Pois a vitória vai ser nossa com certeza
Participando sem medo ser mulher.

Canção pra Margarida
(Zé Vicente)

Não faz muito tempo, seu moço
Nas terras da Paraíba
Viveu uma mulher de fibra
Margarida se chamou
E um patrão com uma bala
Tentou calar sua fala
E o sonho dela se espalhou
Já faz muito tempo, seu moço
Que enriba deste chão
E em toda nossa Nação
O pobre é pra lá e pra cá
Lavrador faz mas não come
E a miséria é sobrenome
Do povo deste lugar

E quando na carne da gente ordia a opressão
Margarida erguia a mão
E seu grito era o nosso clamor
Daqui a algum tempo, seu moço
Se a gente não se cuidar
Se o pobre não se ajudar
Tubarão engole a alegria
Pois o jeito é treinar o braço
Para desatar esse laço
Que amarra o fulô do dia
E quando na roça da gente brilhar as espigas
Vai ter festa e nas cantigas
Margarida vai vier
E quando na praça e na rua florir Margaridas
Vai ser bonito de ver

Vai ser bonito de viver!

 

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