Arquivos da categoria: Fotos e Vídeos

Terra Forte: paisagens camponesas

convite exposição terra forteAs mudanças climáticas e os processos de desertificação são fenômenos que se alimentam mutuamente em regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas, onde estão localizadas 44% das áreas de produção alimentar no mundo e onde vivem 800 milhões de pessoas. Reverter esse quadro desafiante é uma urgência que vem mobilizando amplos setores da comunidade internacional. Não sem razão, as Organizações das Nações Unidas consagraram 2015 como o Ano Internacional dos Solos. A superação desse desafio cobra a disseminação de inovações técnicas, políticas e institucionais capazes de conciliar o estancamento dos processos de degradação dos solos e a adaptação da agricultura às já inevitáveis mudanças climáticas com a necessidade de intensificar o uso das terras agrícolas a fim de atender às demandas por alimentos de uma população mundial crescente. Experiências em curso em várias regiões do planeta demonstram que a abordagem agroecológica para o desenvolvimento agrícola é capaz de efetuar essa conciliação por meio do princípio da intensificação econômica sem simplificação ecológica.

O Agreste da Paraíba é palco de intensos processos de inovação agroecológica responsáveis pela alteração da fisionomia das comunidades rurais. Foi para registrar em luzes e cores a revitalização das paisagens na região que o fotógrafo recifense Flávio Costa emprestou a sensibilidade de seu olhar para captar instantâneos de homens e mulheres da agricultura familiar que com sua inteligência e perseverança constroem caminhos para transpor localmente desafios que são também de escala global.

As experiências de promoção da Agroecologia na região são apoiadas pelo Projeto Terra Forte, iniciativa concebida e executada pela AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia, em parceria com o Polo da Borborema, o Patac e Agrônomos e Veterinários Sem Fronteira (AVSF) e cofinanciada pela União Europeia.

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Curta Agroecologia: Gerais

A Presidente Dilma assinou no dia 13/10/2014 o decreto de criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Nascentes dos Gerais. A RDS é fruto da luta dos geraizeiros na região norte de Minas Gerais. O decreto visa proteger as nascentes dos córregos, garantir a conservação das áreas de extrativismo e o acesso ao território tradicional pela população local, além de promover o desenvolvimento socioambiental e estudos para conservação e uso sustentável do Cerrado.

Nesse contexto a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), em parceria com o VídeoSaúde e o Canal Saúde, produziu o documentário “Gerais”. O vídeo é mais uma iniciativa do projeto Curta Agroecologia, e conta a história de luta das comunidades geraizeras em defesa de seu modo de vida e de seu território.

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Produtos da Gente – Café Sombreado do Fojo – Guapimirim

Conheça os agricultores Clemilda e Anísio, associados da AFOJO (Associação dos Produtores Rurais e Artesãos da Microbacia do Fojo) e sua produção de café sombreado na região do Fojo, em Guapimirim – RJ

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Curta Agroecologia: Sementes e Histórias

Mais um vídeo do projeto Curta Agroecologia, produzido pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), foi lançado. Buscando dar visibilidade às experiências de preservação e multiplicação das sementes crioulas na região centro sul do Paraná, Sementes e histórias mostra o trabalho dos agricultores familiares em uma região com desafios relacionados ao cultivo do fumo e à expansão das sementes transgênicas. O curta é dirigido por Tiago Carvalho e foi filmado entre agosto e setembro de 2013. Mostra também os impactos positivos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no apoio a redes locais de uso e conservação das sementes crioulas.

 

Sementes CrioulasAndré Jantara, técnico da AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia, aponta os problemas enfrentados com o uso de agrotóxicos no cultivo do tabaco e com as sementes transgênicas, e explica como os agricultores têm desenvolvido a conservação e multiplicação das sementes crioulas (milho, feijão, arroz, trigo, batata, entre outras) e a diversificação de cultivos dentro das propriedades.

“Quem compra semente não compra, ele aluga porque todo ano tem que pagar. Hoje está girando em torno de R$ 700,00 uma saca de 13kg de semente transgênica, então a gente tem feito um trabalho em cerca de dez municípios com os agricultores através de sindicatos e cooperativas de monitoramento para conservação da semente crioula. Aproximadamente cem famílias consideradas guardiãs das sementes crioulas têm comercializado através do PAA, por meio da Conab com financiamento do Ministério do Desenvolvimento Social, para multiplicação dessas sementes e autonomia dos camponeses”, afirmou.

Os agricultores familiares elogiam o programa do governo, porque garante as sementes adaptadas à região, e relatam que em dez anos foram recuperadas muitas variedades. Uma feira tradicional de troca e venda de sementes também é apresentada. Em São João do Triunfo (PR), o agricultor familiar Hamilton Paizani, fala que “quase se arrebentou” quando plantou fumo. Ele também destaca que nesse período quase ficou sem as sementes crioulas de feijão e milho.

“Quando você está lidando com o fumo não tem tempo de lidar com as outras miudezas, como mandioca e batata doce. Daí o caboclo tem que comprar tudo no mercado, e perde todas as criações porque não tem tempo para cuidar. Em quatro anos tava uma dívida que nem se eu vendesse meus terrenos não pagava”, disse.

“A semente crioula está há muitos anos no lugar e o pessoal cultiva, ele próprio faz a semente e anos após anos vai plantando e ela vem respondendo àquilo que o agricultor espera dela. Assim eu sei qual a terra que eu tenho, qual semente vai melhor nela, a época certa de colocar, então é uma porcentagem boa de renda que deixa de sair da propriedade”, afirma o agricultor Fernando Stefanski, de São Mateus do Sul (PR).

Fruto de uma parceria da ANA com o Canal Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o vídeo conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, além da Campanha Cresça, da Oxfam, e de Pão para o Mundo. É possível fazer o download gratuito dos vídeos na página da ANA no vimeo, o último lançado foi Coragem é um dom. Nossa meta é divulgar ao máximo as experiências, contando com a ajuda de todos em suas redes e organizações, seja promovendo sessões e debates em universidades, sindicatos, associações comunitárias e institutos de pesquisa, seja fazendo o boca a boca, para a sociedade ficar cada vez mais consciente que existe outro modelo de desenvolvimento em curso e que vem dando certo.

Fonte: www.agroecologia.org.br

Assista ao vídeo:

Versão com legenda em inglês

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Vídeo – Chapada do Apodi, Morte e vida

Agricultores/as familiares estão acampados na resistência ao Projeto da Morte | Foto: Janaína Henrique

Agricultores/as familiares estão acampados na resistência ao Projeto da Morte | Foto: Janaína Henrique

O documentário Chapada do Apodi, Morte e Vida dá continuidade ao projeto Curta Agroecologia, da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), para dar visibilidade às experiências em curso no Brasil. Com um caráter de denúncia, o vídeo mostra como a Chapada do Apodi, que fica entre Ceará e o Rio Grande do Norte, foi prejudicada pelo projeto de irrigação implementado pelo  Departamento Nacional de obras Contra as Secas (DNOCS) no lado cearense. A área foi ocupada por grandes empresas de fruticultura, desarticulando a produção de milhares de pequenos agricultores, e hoje um projeto semelhante ameaça 6 mil famílias no lado potiguar. A obra mostra também o lado positivo desenvolvido pela agroecologia local.

De acordo com Tiago Carvalho, diretor do documentário, apesar das adversidades a equipe ficou feliz em encontrar, tanto no Ceará quanto no Rio Grande do Norte, trabalhadores, movimentos sociais e a comunidade científica organizados para propor alternativas e resistir à implementação do perímetro irrigado nos termos que o DNOCS apresentou.

“É preciso retratar a realidade da Chapada do Apodi porque o embate de modelos de desenvolvimento que está acontecendo ali é uma questão de vida ou morte. Se nos perímetros irrigados vimos condições degradantes de trabalho, contaminação e violência, no lado da Chapada que fica no RN vimos trabalho digno, uso responsável dos recursos naturais, além de produção num volume surpreendente, se pensarmos que em 2013 houve a pior seca dos últimos 50 anos. Curioso: a estiagem não tira o sono dos agricultores familiares, que estão preparados pra conviver com ela. Mas o projeto de irrigação do DNOCS, sim”, afirmou o diretor.

Entre os dias 23 e 26 de outubro será realizada a Caravana Agrocoecológica e Cultural da Chapada do Apodi, etapa preparatória ao III Encontro Nacional de Agroecologia (ENA).  O evento vai envolver cerca de 300 pessoas do nordeste e outras regiões do país, além das populações locais, e passará por vários municípios. Seu encerramento será no acampamento Edivan Pinto, em Apodi, onde estão acampadas mais de mil famílias resistindo ao Perímetro Irrigado da Chapada. Além de um grande ato político, será um momento de mobilização das organizações locais e muitas atividades culturais.

Chapada do Apodi

A Chapada do Apodi fica entre o Ceará e o Rio Grande do Norte. No fim dos anos 80 o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) implementou um projeto de irrigação no lado cearense. A área irrigada foi ocupada por cinco grandes empresas de fruticultura, desestruturando a produção de milhares de pequenos agricultores. O uso em larga escala de agrotóxicos – inclusive com pulverização aérea – contaminou os canais de irrigação que servem às lavouras e às comunidades.

Em Limoeiro do Norte, Quixeré e Russas – cidades cearenses por onde se estende o perímetro irrigado – a incidência de câncer é 38% maior do que em cidades com população semelhante, mas que não estão expostas a tanto veneno. Um terço dos trabalhadores das empresas fruticultoras já sofreu intoxicação. O líder comunitário Zé Maria do Tomé, que denunciava o envenenamento da água, foi assassinado há três anos. O gerente de uma das empresas fruticultoras é acusado de ser o mandante do crime.

Em 2013 o mesmo DNOCS deu início a um projeto bastante semelhante no lado potiguar da chapada, onde vivem cerca de 6 mil agricultores familiares cuja produção orgânica de frutas, hortaliças, cereais, mel e carne caprina é uma referência nacional. O projeto do DNOCS prevê o cultivo de cacau e uva no sertão potiguar e foi elaborado sem qualquer participação das comunidades afetadas. Os agricultores familiares agroecológicos da Chapada do Apodi, contudo, estão organizados para resistir e adaptar o projeto às reais necessidades de quem vive e já produz – e muito – no semiárido brasileiro.

Fonte: www.agroecologia.org.br

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Vídeo – Guardiões das sementes da paixão

Fava orelha de vó, feijão carioca de cacho, feijão do cego, feijão macassa: agricultores e agricultoras do Polo da Borborema falam sobre a paixão por suas sementes.

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Palestras do Seminário Internacional Tempo de Agir por Mudanças Radicais

BannerDurante a Cúpula dos Povos na Rio+20: por justiça social e ambiental realizada em 20122, na cidade do Rio de Janeiro, foi realizado o Seminário Internacional Tempo de Agir por Mudanças Radicais: Agricultura Familiar Camponesa e Agroecologia como Alternativa à Crise do Sistema Agroalimentar Industrial  promovido por redes e movimentos do Brasil em articulação com redes internacionais. O Seminário teve por objetivo denunciar os graves impactos do sistema agroalimentar industrial no meio ambiente e na sociedade. Ao mesmo tempo, pretendeu demonstrar a importância da agricultura familiar camponesa e da agroecologia para superar a crise socioambiental.

O Encontro contou ainda com a presença de especialistas reconhecidos internacionalmente e lideranças camponesas e produziu insumos para uma declaração apresentada na plenária de convergências sobre Soberania Alimentar na Cúpula dos Povos.

Abaixo poderá assistir as palestras.

 

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A agricultura mora em mim: a face invisível das cidades

“É paixão! A gente se apaixonou realmente pela agricultura, por estar mexendo com a terra, por estar vendo o trabalho da gente se desenvolver ali, diante dos nossos olhos”, revela Elias, agricultor de Magé (RJ).

Neste vídeo, agricultores e agricultoras da Região Metropolitana do Rio de Janeiro mostram como em meio à expansão urbana, à especulação imobiliária e, sobretudo, debaixo do manto da invisibilidade, centenas de famílias persistem com seus modos de vida, lavrando a terra para produzir alimentos para os moradores da cidade. Esses homens e mulheres não só contam como a agricultura mora neles, mas também com sabedoria e simplicidade nos desafiam a enxergar e a refletir sobre a agricultura que também pode encontrar morada nas grandes cidades.

 

Assista o vídeo:

 

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Programa Contestado elabora vídeos sobre produção de sementes crioulas para o PAA

Durante os anos de 2011 e 2012, agricultores e agricultoras do Centro-Sul do Paraná e do Planalto Norte de Santa Catarina se organizaram para produzir sementes crioulas em antendimento à chamada do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Conab. O resultado desse trabalho foi:

  • 10 Famílias beneficiadas com a venda de sementes;
    67 toneladas de sementes distribuídas na região;
    R$251.400,00 montante dos projetos;
    Distribuídas 14 variedades de milho crioulo;
    Mais de 2000 famílias da região foram beneficiadas com distribuição destas sementes.

Abaixo, três vídeos sobre essa iniciativa. Esses vídeos estão concorrendo ao Concurso lançado pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e pela Política de Garantia de Preços Mínimos para Produtos da Sóciobiodiversidade (PGPM-Bio), ambos operados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Vídeo 01

 

Vídeo 02

 

Vídeo 03

 

 

 

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OGM: o momento da verdade

Pela primeira vez na história foi realizado um estudo completo e de longo prazo para avaliar o efeito que um transgênico e um agrotóxico podem provocar sobre a saúde pública. Os resultados são alarmantes e estão sintetizados nesse documentário.

O estudo, realizado pela equipe do professor Gilles-Eric Séralini, da Universidade de Caen, na França, foi publicado ontem (19/09) em uma das mais importantes revistas científicas internacionais de toxicologia alimentar, a Food and Chemical Toxicology.

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