Nesta quinta-feira, 1º de outubro, a iniciativa integra as ações do Projeto Coalizões pela Agroecologia na América do Sul, uma aliança interinstitucional formada por organizações e institutos de pesquisa do Equador, Brasil, Colômbia e Bolívia.
*Texto también en español. Consulte a continuación.
O documento também aborda o enfrentamento das desigualdades sociais e da insegurança alimentar | Arte da capa em espanhol
No marco das iniciativas regionais voltadas ao fortalecimento da soberania alimentar e da produção sustentável, será realizada a apresentação oficial da versão em espanhol do documento de Indicadores e Pesquisas sobre Agroecologia e Agricultura Familiar na América do Sul. O evento será transmitido ao vivo pelas redes sociais oficiais do projeto e reunirá um grupo qualificado de participantes, entre eles representantes de organizações camponesas e indígenas, pesquisadores, lideranças comunitárias e integrantes de instituições parceiras, como a AS-PTA, do Brasil; a Agrecol Andes, da Bolívia; e a OCARU, do Equador, além de especialistas em desenvolvimento rural.
Durante a atividade, os participantes analisarão os principais resultados do estudo e abrirão um espaço de diálogo participativo com o público. Esta iniciativa faz parte das ações do Projeto Coalizões pela Agroecologia na América do Sul, uma aliança interinstitucional formada por organizações e institutos de pesquisa do Equador, Brasil, Colômbia e Bolívia. A plataforma busca incidir diretamente sobre as políticas públicas regionais, apoiar processos sociopolíticos territoriais e promover uma transição agroecológica justa por meio da pesquisa-ação participativa, da sistematização de experiências comunitárias e da visibilização da agricultura familiar resiliente diante das mudanças climáticas.
A publicação do informe em espanhol representa um passo estratégico para eliminar as barreiras de acesso ao conhecimento nos países de língua espanhola do continente. Ao disponibilizar esses dados quantitativos e qualitativos em espanhol, a coalizão busca oferecer uma ferramenta de trabalho direta para movimentos sociais, comunidades locais, universidades e instituições responsáveis pela tomada de decisões públicas na América Latina.
Clique aqui para baixar a versão em espanhol: AS PTA – Hojas de rutas AF COP30_ESP
Resumo
O documento foi elaborado em resposta a uma solicitação da Presidência da COP30, com o objetivo de contribuir para a elaboração de três folhas de rota: para a eliminação dos combustíveis fósseis; para deter e reverter o desmatamento e a degradação florestal; e para mobilizar financiamento destinado à implementação de ações de enfrentamento à crise climática. O argumento central do texto é que nenhuma dessas folhas de rota estará adequadamente orientada se ignorar a transição justa dos sistemas agroalimentares e não reconhecer a agricultura familiar de base agroecológica como protagonista da produção de alimentos e do cuidado com os ecossistemas agrícolas.
Mas o texto vai além: sustenta que essa transição também será essencial para enfrentar as desigualdades sociais e a insegurança alimentar e nutricional em todas as suas formas.
Em um contexto marcado pela intensificação das guerras, pelos conflitos comerciais e pelas pressões inflacionárias sobre os alimentos, argumenta-se que os países e territórios que investirem na agricultura familiar e na agroecologia estarão mais protegidos, por contarem com sistemas agroalimentares mais resilientes e sustentáveis. Ao destacar o papel da agricultura familiar e da agroecologia no enfrentamento estrutural e sistêmico da crise climática, o documento alerta que propostas de soluções setoriais e desarticuladas entre si poderão aprofundar a “policrise”, da qual a emergência climática é apenas uma de suas dimensões — talvez a mais ameaçadora.
Nesse sentido, o texto questiona as abordagens econômicas convencionais que consideram os bens da natureza como ativos financeiros que podem ser negociados em mercados globalizados.
Em contraste, a agricultura familiar é apresentada como uma forma de organização do trabalho que impulsiona trajetórias de emancipação social e relações positivas com os territórios, desde que existam condições econômicas e institucionais favoráveis. Garantir um lugar de destaque para a agricultura familiar nas folhas de rota destinadas ao enfrentamento da crise climática significa mobilizar a maior categoria profissional do mundo para construir, por meio de seu trabalho cotidiano, soluções locais diante da policrise planetária.
Saiba mais na versão em português:
A Agricultura Familiar na Transição Justa dos Sistemas Agroalimentares: contribuições aos mapas do caminho da COP30
Transmissão
Em continuidade a esse debate, o próximo episódio da série Diálogos populares, políticos e científicos para a articulação e construção coletiva a partir das organizações agroecológicas abordará os caminhos para uma transição justa dos sistemas alimentares e o papel da agricultura familiar e da agroecologia nesse processo. O encontro reunirá representantes do Brasil e da Bolívia para compartilhar experiências, reflexões e propostas construídas nos territórios. A atividade contará com interpretação simultânea em português e espanhol e será transmitida ao vivo pelo Zoom. Acompanhe a transmissão pelo link de acesso à sala virtual. A iniciativa integra as ações da Coalizão pela Agroecologia na América do Sul.
Versión en español:
Se presentará la versíón en espanõl del informe sobre Agroecología y Agricultura Familiar en Suramérica
Hoy, 1 de octubre, iniciativa se enmarca dentro de las acciones del Proyecto Coaliciones por la Agroecología en Suramérica, una alianza interinstitucional conformada por organizaciones e institutos de investigación de Ecuador, Brasil, Colombia y Bolivia
El documento fue elaborado en respuesta a una solicitud de la Presidencia de la COP30 | Arte del Informe
En el marco de las iniciativas regionales orientadas a fortalecer la soberanía alimentaria y la producción sostenible, se llevará a cabo la presentación oficial de la versión en español del Informe de Indicadores e Investigaciones sobre Agroecología y Agricultura Familiar en Suramérica. El evento se transmitirá en vivo a través de las redes sociales oficiales del proyecto y reunirá a un calificado grupo de ponentes, entre los que destacan representantes de organizaciones campesinas e indígenas, investigadores, líderes comunitarios de instituciones aliadas como AS-PTA de Brasil, Agrecol Andes de Bolivia y OCARU de Ecuador, así como especialistas en desarrollo rural. Durante la jornada, los participantes analizarán los hallazgos principales del estudio y abrirán un espacio de diálogo participativo con la audiencia.
Esta iniciativa se enmarca dentro de las acciones del Proyecto Coaliciones por la Agroecología en Suramérica, una alianza interinstitucional conformada por organizaciones e institutos de investigación de Ecuador, Brasil, Colombia y Bolivia. Esta plataforma busca incidir directamente en las políticas públicas regionales, apoyar procesos sociopolíticos territoriales y promover una transición agroecológica justa a través de la investigación-acción participativa, la sistematización de experiencias comunitarias y la visibilización de la agricultura familiar resiliente frente al cambio climático.
La publicación del informe en idioma español representa un paso estratégico para eliminar las barreras de acceso al conocimiento en los países hispanohablantes del continente. Al disponer de estos datos cuantitativos y cualitativos en español, la coalición busca ofrecer una herramienta de trabajo directa para movimientos sociales, comunidades locales, la academia y los tomadores de decisiones públicas en América Latina.
Para descargar el documento: AS PTA – Hojas de rutas AF COP30_ESP
Resumem
El documento fue elaborado en respuesta a una solicitud de la Presidencia de la COP30 para aportar insumos destinados a la elaboración de tres hojas de ruta: para la eliminación de los combustibles fósiles; para detener y revertir la deforestación y la degradación forestal; y para movilizar financiamiento que permita implementar acciones para hacer frente a la crisis climática. El argumento central del texto es que ninguna de estas hojas de ruta estará adecuadamente orientada si ignora la transición justa de los sistemas agroalimentarios y no reconoce a la agricultura familiar de base agroecológica como protagonista de la producción de alimentos y del cuidado de los ecosistemas agrícolas.
Pero el texto va más allá: sostiene que esta transición también será esencial para enfrentar las desigualdades sociales y la inseguridad alimentaria y nutricional en todas sus formas. En un contexto marcado por la intensificación de las guerras, los conflictos comerciales y las presiones inflacionarias sobre los alimentos, se argumenta que los países y territorios que inviertan en la agricultura familiar y la agroecología estarán mejor protegidos al contar con sistemas agroalimentarios más resilientes y sostenibles.
Al destacar el papel de la agricultura familiar y la agroecología en el abordaje estructural y sistémico de la crisis climática, el documento advierte que las propuestas de soluciones sectoriales y desarticuladas entre sí profundizarán la “policrisis”, de la cual la emergencia climática es solo una de sus facetas, quizá la más amenazante. En este sentido, cuestiona los enfoques económicos convencionales que consideran los bienes de la naturaleza como activos financieros que pueden negociarse en mercados globalizados. En contraste, la agricultura familiar se presenta como una forma de organización del trabajo que impulsa trayectorias de emancipación social y relaciones positivas con los territorios siempre que existan condiciones económicas e institucionales favorables.
Garantizar un lugar destacado para la agricultura familiar en las hojas de ruta destinadas a hacer frente a la crisis climática significa movilizar a la mayor categoría profesional del mundo para construir, mediante su trabajo cotidiano, soluciones locales frente a la policrisis planetaria.
Transmisión
Como continuidad de este debate, el próximo episodio de la serie Diálogos populares, políticos y científicos para la articulación y construcción colectiva desde las organizaciones agroecológicas abordará los caminos hacia una transición justa de los sistemas alimentarios y el papel fundamental de la agricultura familiar y la agroecología en este proceso. El encuentro reunirá a representantes de Brasil y Bolivia para compartir experiencias, reflexiones y propuestas construidas desde los territorios. La actividad contará con interpretación simultánea en portugués y español y será transmitida en vivo por Zoom. Siga la transmisión a través del enlace de acceso a la sala virtual. La iniciativa forma parte de las acciones de la Coalición por la Agroecología en América del Sur.